Filipinas reduzem drasticamente casos de Peste Suína Africana e projetam avanço da suinocultura em 2026
O Departamento de Agricultura das Filipinas (DA) informou uma queda expressiva no número de aldeias afetadas pela Peste Suína Africana (PSA), reforçando a expectativa oficial de que a doença continue em retração ao longo de 2026. O resultado é atribuído à combinação de campanhas de vacinação conduzidas pelo governo, medidas rígidas de biossegurança e condições climáticas favoráveis.
Dados do Bureau of Animal Industry (BAI) mostram que, em meados de janeiro de 2026, apenas oito barangays registravam casos ativos de PSA, uma redução de 92% frente aos 98 contabilizados em 31 de dezembro de 2025. Os focos remanescentes concentram-se nas regiões de Bicol, Visayas Central e Caraga.
Vacinação e controle sanitário sustentam a queda dos casos
O secretário da Agricultura, Francisco Tiu Laurel Jr., atribuiu a redução aos esforços contínuos do governo. Desde agosto de 2024, o país mantém um programa oficial de vacinação contra a PSA para suínos saudáveis e negativos, aliado a controles rigorosos de fronteiras e restrições de movimentação animal.
Até dezembro de 2025, a vacinação alcançou 12 granjas semi-comerciais, nove pequenas propriedades rurais e uma granja governamental, localizadas nas províncias de Batangas, Rizal, Laguna, Bulacan, Tarlac e Pampanga. As autoridades avaliam que a estratégia foi decisiva para interromper cadeias de transmissão em áreas críticas.
Novos focos mantêm sistema em alerta
Apesar do avanço, o DA reconhece que o risco não foi totalmente eliminado. Em janeiro de 2026, a província de Leyte do Sul confirmou surtos em três barangays — Hibod-Hibod, Magatas e Dagsa. Após a detecção, foram impostas quarentenas, controles de trânsito de animais e carne suína, além do reforço das práticas de biossegurança e da vigilância epidemiológica em coordenação com o governo central.
Investimentos em laboratórios fortalecem retomada produtiva
Como parte da estratégia de reconstrução do setor, o DA inaugurou um laboratório integrado de agricultura e saúde na Região Administrativa de Cordillera, em Luzon, com investimento de 99 milhões de pesos filipinos. A estrutura abriga um laboratório de diagnóstico de doenças animais e outro de análise química de alimentos para animais.
Segundo Ofelia Qarah Pacio, responsável pela divisão de laboratórios integrados da DA-CAR, os serviços serão essenciais para monitorar enfermidades de alto impacto econômico, como a PSA, e apoiar a recuperação da produção suína. Os exames para doenças prioritárias serão gratuitos, com novos equipamentos previstos para 2026.
Com a combinação de vacinação, vigilância ativa e investimentos em infraestrutura sanitária, o governo filipino projeta não apenas a continuidade da queda da PSA, mas também a retomada gradual e sustentada da produção suinícola ao longo de 2026.
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