Suinocultura Independente: preços seguem estáveis em SP, MG e SC, mas Paraná registra queda mensal de 7%
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O mercado de suínos independente segue estável nas principais praças produtoras do país. As lideranças do setor apontam que o bom desempenho das exportações tem sustentado o equilíbrio dos preços, enquanto o consumo interno ainda sente os efeitos da perda de poder de compra da população.
De acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço dos suínos no estado de São Paulo permaneceu estável pela segunda semana seguida e está precificado em R$ 9,33/kg.
De acordo com o Presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, a bolsa de suínos manteve várias semanas consecutivas em manutenção. “A diferença da semana passada é que o mercado de hoje é mais intenso, deve melhorar principalmente o consumo, já que nós estamos em uma semana extremamente positiva. Com esse fundamento, nós acreditamos que o mercado deve sofrer nas próximas, próximos dias uma melhora nos preços consumidos”, informou ao Notícias Agrícolas.
No mercado mineiro, os preços dos animais permaneceram estáveis ao redor de R$ 8,50/kg no fechamento desta semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
"Mercado segue estável, operando próximo ao teto histórico de preços apesar da margem apertada dos frigoríficos. Por ora, equilíbrio é a tônica dos negócios", disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.
Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal seguiu estável nesta semana e está cotado em R$ 8,68/kg. De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi, o cenário atual do setor mostra duas realidades distintas: enquanto o mercado externo mantém ritmo forte de crescimento, o consumo interno segue mais contido.
Segundo ele, as exportações têm sido o grande diferencial de 2025, impulsionando a demanda das grandes indústrias. “Batemos todos os recordes de exportação neste ano, e isso fez com que houvesse uma procura maior por suínos, especialmente agora, com as compras de final de ano”, explica.
No entanto, o dirigente ressalta que o consumo doméstico ainda enfrenta desafios. “Vemos a dificuldade do nosso mercado interno, muito em função da perda de poder de compra da população. A inflação está aí, e o consumidor já não tem mais aquele entusiasmo de antes ao fazer suas compras”, observa.
Apesar disso, Di Lorenzi avalia que o momento é positivo para o produtor, com custos controlados e margens de lucro satisfatórias. “O produtor consegue investir, fazer melhorias e continuar acreditando na competitividade. E acreditamos que, mais adiante, o mercado poderá reagir ainda mais, com uma remuneração melhor e uma intensificação da procura”, projeta.
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 02/10/2025 a 08/10/2025), o indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 1,05%, fechando a semana em R$ 8,49.
No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 7,27% em relação à semana do dia 10/09/2025.
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