Com queda de 17,6% no volume exportado em maio/25, setor de frango já sentir os impactos dos embargos internacionais após a gripe aviária
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O volume exportado de carne de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas registrou queda de 17,60%, quando comparado ao volume exportado do mês de abril/25. Esse recuo significa o impacto imediato das restrições e da incerteza gerada pela confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (05) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).
O volume total exportado ficou em 440,665 mil toneladas até o final de abril deste ano, enquanto a média diária em abril foi de 22.033 mil toneladas.
Com relação ao embargo a proteína brasileira, tem 21 países incluindo gigantes como China e União Europeia, com suspensão total das nossas exportações. Outros 13 países, como o Reino Unido e a Arábia Saudita, restringiram as compras apenas do Rio Grande do Sul. E um grupo menor, como o Japão e os Emirados Árabes, limitou o embargo somente ao município de Montenegro.
O Ministério da Agricultura segue em contato com todos eles, mas o mercado interno já sentiu o golpe. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, está em Bruxelas, na Bélgica, em uma reunião crucial com importadores europeus. É a primeira grande agenda presencial para tentar reverter as suspensões.
Até a quinta semana de maio/25, o volume total exportado ficou em 363,108 mil toneladas e teve uma baixa de 14,45% se comparado ao ano passado. No ano anterior, o volume exportado encerrou o mês com 424,417 mil toneladas.
A média diária exportada de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas ficou 17,290 mil toneladas até a quinta semana de maio/25, na qual houve uma queda de 14,45%, frente ao observado em maio de 2024, que foi de 20,210 mil toneladas em 21 dias úteis.
O valor negociado na quinta semana de maio deste ano foi de US $ 654.662 milhões, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de maio do ano anterior foi de US$ 751.895 milhões. A média diária ficou em US $ 31,174 milhões e registrou uma queda de 12,9%, frente ao observado no mês de maio do ano passado, que ficou em US$ 35.804 milhões.
Com relação ao preço pago pela tonelada, o resultado até a quinta semana de maio foi de US$ 1.802 mil por tonelada e teve um avanço de 1,8% no comparativo com o mesmo período de maio do ano anterior, em que ficou em US$ 1.771 mil por tonelada.
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