Jordânia e Kuwait reduzem restrições à carne de frango brasileira; embargo segue apenas para o Rio Grande do Sul
A Jordânia e o Kuwait anunciaram flexibilização das restrições à importação de carne de frango do Brasil nesta terça-feira (02). O embargo sanitário imposto pelos dois países se aplica exclusivamente ao estado do Rio Grande do Sul. A medida surge aproximadamente duas semanas após a confirmação, em maio, do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial brasileira, localizada justamente no território gaúcho.
A decisão favorável ao Brasil foi comunicada após uma missão técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) aos dois países na última semana. Na ocasião, a delegação brasileira apresentou detalhadamente as ações de contenção e controle do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) adotadas no país.
No caso da Jordânia, além de regionalizar a restrição para o Rio Grande do Sul, o governo brasileiro propôs uma limitação ainda maior: que o embargo se aplique apenas a um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade afetada, seguindo protocolos internacionais. Esta proposta, juntamente com uma possível atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) entre Brasil e Jordânia, ainda será avaliada pelas autoridades sanitárias jordanianas.
As autoridades do Kuwait também concordaram em reduzir o escopo do embargo, restringindo-o unicamente ao Rio Grande do Sul.
"Os avanços obtidos na Jordânia e no Kuwait reforçam o trabalho transparente e efetivo que o Mapa vem conduzindo no enfrentamento da gripe aviária", destacou o secretário adjunto Marcel Moreira em nota oficial. "As ações rápidas de controle, somadas ao diálogo fluido com nossos parceiros, estão permitindo reverter restrições impostas às exportações brasileiras de carne de frango, com base em critérios científicos e confiança mútua."
A reabertura parcial desses mercados é estratégica para o Brasil. No ano passado, o Kuwait destacou-se como o 12º maior importador da carne de frango brasileira, respondendo por 2,31% do volume total exportado. A Jordânia, por sua vez, ocupou a 21ª posição, com 1,49% de participação nas vendas externas do produto.
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