EUA permitem que frigoríficos de suínos continuem operando em ritmo acelerado
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Por Leah Douglas e Tom Polansek
WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou na terça-feira que prorrogará por até 90 dias um programa experimental que permite que seis fábricas de carne suína dos EUA operem com velocidades mais rápidas nas linhas de processamento, enquanto coleta dados sobre como esse ritmo afeta os trabalhadores dos frigoríficos.
A decisão é uma vitória para as principais empresas de carne, como a Tyson Foods e a JBS SA, e seus fornecedores, em um momento em que ambas enfrentam um mercado desafiador.
Alguns grupos de ativistas, como o Food & Water Watch, foram contra o programa por considerá-lo um risco à segurança alimentar.
As fábricas, incluindo uma em Nebraska, de propriedade da Tyson, e outra em Illinois, administrada pela Swift Pork Company da JBS, foram autorizadas a acelerar a velocidade das linhas no ano passado, de acordo com um teste que exigia que elas também implementassem medidas de segurança dos trabalhadores, conforme acordos com sindicatos ou comitês de segurança dos trabalhadores.
As empresas eram elegíveis para participar do teste porque haviam acelerado as velocidades de processamento de acordo com uma regra da era Trump que removia os limites para instalações de abate de suínos. Um juiz em 2021 invalidou essa regra depois que o sindicato United Food and Commercial Workers (UFCW), que representa muitos trabalhadores de frigoríficos, processou o USDA por preocupações com a segurança dos trabalhadores.
A Tyson se recusou a comentar. A JBS e a UFCW não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
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