CNA discute ações para cadeias de aves e suínos
A Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA discutiu, na quinta (18), as expectativas para os mercados de frango de corte e suínos e os resultados das ações para mitigar os efeitos da crise na suinocultura independente.
“Os preços estão começando a ter uma reação, porém é necessário ter muita cautela. A renda do produtor está chegando ao limite de começar a pagar as contas, mas é preciso recompor o caixa. Devemos ter um alívio no segundo semestre, mas a cautela é importante para que não haja outra crise”, afirmou o presidente da comissão, Marcelo Valles Bento.
Segundo o assessor técnico Rafael Lima Filho, as duas cadeias tiveram recuperação no primeiro semestre de 2022 em relação à demanda interna. Nas exportações, a carne de frango cresceu 7,6% e a suína 30,7% na média diária embarcada até a segunda semana de agosto.
Filho destacou alguns pontos que vão afetar o setor da suinocultura nos próximos meses, como os custos menores com a alimentação concentrada dos animais, principalmente o milho, por outro lado, o desemprego e queda na renda da população, o que contribuiu para diminuir o poder de compra; volatilidade do câmbio e retomada da produção da China, principal importador da carne suína brasileira.
Sobre as ações para mitigar os efeitos da crise na suinocultura independente, Rafael Filho explicou que a Confederação discutiu com o governo a manutenção das alíquotas do PIS/Cofins incidentes na importação do milho até dezembro deste ano e a prorrogação do prazo de pagamento dos custeios pecuários.
A entidade também trabalhou para a criação de uma linha de custeio para atividade com prazo estendido e a inclusão da carne suína e seus derivados nos Programas de Alimentação Escolar (PNAE) e Aquisição de Alimentos (PAA).
A comissão tratou ainda do Plano Safra 2022/2023, com a apresentação do assessor da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Guilherme Rios.
“A CNA tem defendido a modernização da política agrícola e a otimização de gastos públicos, além de buscar novas fontes de financiamento para o setor, estimulando o funding privado, reduzir os custos intrínsecos às contratações de crédito rural, fomentar a gestão de riscos, tornando o seguro rural uma política de Estado”, disse.
O grupo também abordou as ações e iniciativas da Associação de Avicultores de Frango de Corte e Postura Riograndense (ASACOP/RS).
A presidente, Júlia Dias Ottoni, disse que a associação mapeia e apoia as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), além de fornecer acompanhamento jurídico e divulgar entre os produtores a Lei de Integração (n.º 13.288/2016), que define direitos e deveres de produtores integrados e da agroindústria.
A CNA desenvolveu um programa, o Cadec Brasil, para atender as demandas dos produtores integrados de aves e suínos. Acesse e saiba mais: https://cnabrasil.org.br/projetos-e-programas/cadec-brasil
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