Novas altas em São Paulo e Minas Gerais dão continuidade ao processo de recuperação de preços do frango vivo
Ontem (17), a oferta extremamente ajustada garantiu, tanto em São Paulo como em Minas Gerais, nova correção de preços para o frango vivo – e outra vez de 10 centavos, o que elevou a cotação para R$6,20/kg, valor que representa novo recorde para São Paulo e que atinge o recorde anterior em Minas Gerais.
Como a nova cotação apresenta incrementos (mensal, anual e em 2022) que variam desde 24% até quase 35%, o resultado atual, por ser recorde, também aparenta ser excepcional. Mas o que não pode ser ignorado é que os valores básicos desse incremento (fevereiro passado, março de 2021 e início de 2022) foram extremamente baixos.
A propósito, tome-se como base o preço alcançado em meados de julho do ano passado pelo frango vivo comercializado no interior paulista – R$6,00/kg. A cotação alcançada ontem está apenas 3% acima desse valor. E, desde aquele mês até fevereiro passado, a inflação oficial medida pelo IBGE ultrapassou os 6%.
Não só, porém. Pois, comparativamente ao mesmo período de 2021, as duas matérias-primas básicas do frango continuam com evolução superior de preço. O milho, de pelo menos 6%; o farelo de soja de, praticamente, 16%.
Em síntese, ainda é preciso mais para que o frango vivo acompanhe a evolução dos custos.
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