Desempenho do frango (vivo e abatido) na 44ª semana de 2021, primeira de novembro
Pode parecer exagero, mas o período entre 1º e 5 de novembro, 44ª semana de 2021, correspondeu à pior primeira semana deste ano – tanto para o frango abatido como para o vivo. Inusitada, até, se considerado o “novo normal” prometido para os tempos que muitos já consideram pós-pandemia.
O fato é que, comparativamente aos meses anteriores, os preços do frango abatido não deslancharam, como era esperado deste momento, quando o comércio varejista sai às compras para atender a chegada dos salários do mês. Assim, após brevíssimo reajuste no primeiro dia da semana, as cotações se estabilizaram, fechando o período com uma valorização de apenas 1,4% (cinco centavos) sobre o que foi registrado no último dia de negócios de outubro (29).
Bem mais fraco, no entanto (ou, na verdade, muito pior), foi o desempenho do frango vivo. Que, no interior paulista, em três dos cinco primeiros dias de negócios de novembro viu sua cotação sofrer perda diária de 10 (dez centavos) e romper uma estabilidade que durou 112 dias, mas que mostrava sinais de deterioração desde outubro passado, ocasião em que muitos negócios passaram a ser realizados com descontos sobre os R$6,00/kg então vigentes.
Com a redução de 5% (30 centavos) na primeira semana do mês, o frango vivo paulista abre esta semana – que marca o fim da primeira quinzena – cotado a R$5,70/kg e com perspectivas mínimas de reversão daquele que é o menor valor alcançado desde os primeiros dias de julho passado.
À primeira vista, não ocorreram mudanças nos níveis de oferta de frangos vivos, ou seja, o volume produzido é o mesmo de meses anteriores. O retrocesso, pois, decorre da demanda do frango abatido, extremamente recessiva pela perda e/ou inexistência de poder aquisitivo por parte do consumidor.
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