No mercado interno, asa é um dos cortes de frango com menor valorização em 2021
A asa foi, tempos atrás, um corte de frango com baixo valor (como, aliás, já ocorreu, por exemplo, com pés/patas de frango) frente aos cortes mais nobres como peito e coxas. Nos primeiros anos deste século, por exemplo, não chegava a alcançar 90% do valor do peito.
Ganhou novo status a partir do momento em que se constatou que o primeiro corte podia ser desdobrado em novos cortes mas, principalmente, quando se tornou ingrediente obrigatório dos churrascos brasileiros.
Desde então, seus preços deslancharam, tornando-a item mais valioso que peito e coxas. Em 2019 alcançou preço médio 33% superior ao do peito e 55% superior ao das coxas. Em 2020, com o mercado afetado pela pandemia, essas diferenças subiram astronomicamente, para mais de 70%.
Neste ano não vem sendo diferente, pois a asa mantém-se à frente dos outros dois itens. Mas já não registra a valorização observada anteriormente. Assim, entre janeiro e setembro, seu diferencial em relação às coxas caiu para 42% e, em relação ao peito, para menos de 20%. O que, em essência, decorre de sua menor valorização frente não só ao peito e às coxas, mas também ao frango inteiro e, ainda, a um mix composto por frango inteiro (50%), peito (20%), coxas (20%) e asa (10%).
Sob esse aspecto, quem vem obtendo maior valorização no decorrer de 2021 é o peito, pois alcança valor 55% superior ao do mesmo período de 2020. Na sequência vem o frango inteiro resfriado, com valorização de 48,6%.
Note-se, neste último caso, que o frango inteiro vem experimentando valorização superior à do mix, cujo ganho neste ano se encontra em 39,3%. De toda forma, todos obtém ganho maior que o da asa, cujo preço médio, em 2021, se encontra apenas 6,6% acima do registrado entre janeiro e setembro do ano passado.
0 comentário
Suinocultura cresce 2,2% em mão de obra ocupada, mas enfrenta retração geral no agro em 2025
Agroceres PIC finaliza primeira fase de povoamento em nova granja da Colonias Unidas no Paraguai
Dias quentes reduzem peso de suínos e geram prejuízos milionários ao setor
Avicultura impulsiona emprego na pecuária com alta de 7% na população ocupada em 2025
SP inicia atualização de rebanhos; suínos e aves também devem ser declarados
Estudo avança em técnica para evitar silenciamento genético na avicultura