Na exportação de carne de frango, UFs do Centro-Sul respondem por mais de 99% do volume embarcado no ano
Faltando apenas um trimestre para o fechamento de 2021, chama a atenção nas exportações brasileiras de carne de frango os índices de aumento registrados entre janeiro e setembro pela Região Norte: o volume aumentou quase 185%; e a receita cambial, mais de 224%.
Puxam esse crescimento o Amazonas (volume 383% maior) e Roraima (cerca de 300% de incremento), neutralizando as quedas observadas no Pará (-57%) e no Tocantins (-3,5%).
Tais expansões, no entanto, não alteram o quadro de participação das cinco Regiões brasileiras no total exportado pelo País. Embora venha exportando mais que o Nordeste (0,16% do volume total, a Região Nordeste respondeu por apenas 0,24% do total. Ou seja: 99,6% do volume embarcado saem de Unidades Federativas (UFs) do Centro-Sul.
Entre as 11 UFS que compõem o Centro-Sul apenas uma tem pequena participação nas exportações: o Rio de Janeiro (por sinal, também uma das seis UFs que, até aqui, registram queda de volume em relação a 2020, compensando-a, porém, com um aumento de 11,56% na receita cambial). Somadas à de São Paulo, Minas e Espírito Santo as exportações fluminenses fazem com que o Sudeste responda por 8,38% do total embarcado no período.
À frente do Sudeste, com 12,29% do total exportado, encontra-se a Região Centro-Oeste. Nela, a UF que lidera é Goiás, com 4,86% do total, vindo a seguir o Mato Grosso do Sul (4,20%), Mato Grosso (2,14%) e o Distrito Federal (1,09% do total).
Mas a hegemonia absoluta permanece com a Região Sul, suas três UFs ocupando as três primeiras posições nas exportações brasileiras de carne de frango. O destaque, naturalmente, vai para o Paraná que, até setembro, respondeu por 40,53% do volume exportado em 2021 e que, por sua vez, aumentou quase 9,5% em relação aos mesmos nove meses de 2020. Santa Catarina, com 4,08% de aumento, respondeu por 22,71% do total e o Rio Grande do Sul (4,47% de aumento no volume) por 15,68%.
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