Maior oferta de milho em setembro arrefeceu custo de produção na suinocultura
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A Embrapa Suínos e Aves divulgou nesta seexta-feira (15) o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) referente a setembro, e os dados mostram queda, principalmente na alimentação dos animais. De acordo com o levantamento, em relação a agosto, houve retração de 3,44% no ICP/Suíno, atingindo 393,14.
De acordo com o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve um aumento na oferta de milho em setembro, o que fez com que os preços do cereal arrefecessem, mas ainda continuassem em patamares altos, sempre acima da casa dos R$ 90,00/saca.
"Por enquanto, o que a gente tem acompanhado é de uma oferta um pouco melhor de milho, mas ainda apertada, o que vai se normalizar apenas após a entrada da safrinha 2022. Então isso significa que o produtor de proteína animal vai ter ainda um primeiro semestre do ano que vem de custos elevados", pontuou.
O principal quesito que pesa nas contas do suinocultor, a nutrição dos animais, baixou 2,85% em setembro em relação a agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 24,62%, e desde janeiro, os custos com a nutrição dos suínos subiu 4,21%. Atualmente, a alimentação dos suínos representa 81,46% do total investido na atividade.
A título de comparação, em setembro de 2020, a alimentação dos animais representava 78,76% do total de investimentos na granja, segundo a Embrapa. Entre jsetembro de 2020 e o mesmo mês de 2019, a nutrição dos suínos havia avançado 28,77%.
Santa Catarina, o Estado que lidera a produção de suínos no Brasil, os custos, de forma geral, baixaram 3,5% em em setembro em relação a agosto, atingindo R$ 6,87/kg. No que diz respeito à alimentação dos suínos, a queda foi de 3,44%, chegando a R$ 5,60/kg.
Ao estender a comparação entre setembro deste ano com setembro de 2020, o aumento dos custos de produção na suinocultura em Santa Catarina foi de 28%. A alimentação dos animais passou de 4,23/kg para R$ 5,60/kg no período de 12 meses, subindo 32,38%
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