Em 2022 as exportações de frango devem desacelerar em comparação a este ano, aponta ABPA
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De acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quarta-feira (29) com projeções do setor para a produção e as exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil, a produção de carne de frango em 2022 deve aumentar, mas as exportações sdevem desacelerar em relação a 2021.
Segundo os dados da entidade, a produção em 2021 deve crescer em 3,5% em relação a 2020, atingindo 14,100 a 14,300 milhões de toneladas. A perspectiva para 2022 no que concerne a produção de carne de frango é ainda maior, na ordem de 4,5%, alcançando 14,400 a 14,700 milhões de toneladas.
O presidente da entidade, Ricardo Santin, pontua que o crescimento na produção e abate de frangos no primeiro demestre de 2021 foi intenso, mas perdeu força neste segundo semestre devido ao peso dos custos de produção, principalmente no que diz respeito à alimentação das aves. "Por isso temos uma perspectiva de crescimento inferior neste ano de 2021, mas para 2022 manteremos a constância de avanço e teremos ainda um acréscimo", disse.
Em contrapartida, quando se fala em exportação, as perspectivas para o ano de 2022 são menos favoráveis do que o que se espera para 2021. A ABPA informou que o crescimento nas exportações em 2021, em comparação a 2020, deve ser de 7,5%, chegando a 4,500 a 4,550 milhões de toneladas. Para o ano que vem, o aumento deve ser de 3,5%, avançando para 4,550 a 4,650 milhões de toneladas.
"Este ano as exportações devem crescer muito, e para o ano que vem, devemos ver um crescimento mais moderado, olhando para arecuperação das produções locais", explicou Santin.
O consumo per capita da carne se frango no país deve saltar entre em 2021 e 2022, apassando de um aumento de 1,5% em 2021 para 5,5% em 2022. Respectivamente, espera-se que 2021 encerre com um consumo per capita de até 46 quilos em 2021 e de até 47,50 quilos para 2022.
CUSTOS DE PRODUÇÃO
Conforme explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor está repassando os custos de produção até a ponta final, uma vez que os preços de milho e farelo de soja subiram e pressionaram as margens do setor de proteína animal.
"Cada empresa tinha seu perfil de estocagem de insumos, e os aumentos ainda devem continuar a subir até que se haja um equilíbrio com os custos de produção e o preço pago ao produtor. Por causa desse aumento nos custos que vêm ao longo de meses, estas altas nos preços das proteínas animais vieram para ficar, já que é necessário que o setor tenha uma recomposição e balanço", apontou.
Outro assunto levantado por Santin é de que a proteína animal está sendo "apenas o vetor" deste aumento, já que, pelos dados levantados pela entidade (ver tabelas abaixo), a disponibilidade de proteína animal no mercado interno segue alta.
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