Inalterado em São Paulo, preço do frango vivo tem segundo reajuste do mês em Minas Gerais
Ontem (9), pela segunda vez neste mês, o frango vivo negociado em Minas Gerais obteve novo reajuste de cinco centavos, sendo negociado por R$6,10/kg. Com isso, registra variação de 1,67% em 30 dias, de 46,99% em 12 meses e de 43,53% em 2021.
Em São Paulo a cotação permaneceu inalterada em R$6,00/kg, valor que ontem completou 57 dias ininterruptos de vigência. Assim, a cotação registrada corresponde a variações de 0,0% em relação a 30 dias atrás, de 48,15% em 12 meses e de 39,53%.
Mas porque só Minas Gerais vem conseguindo reajustar seus preços? Questão, obviamente de procura mais intensa que a oferta, ainda limitada em comparação a períodos anteriores, sobretudo em relação a momentos de custos mais moderados, quando criar para ofertar no mercado independente não havia ainda se transformado em uma aventura arriscada, como agora.
O mesmo panorama (de oferta restrita e procura intensa) é observado em São Paulo. Aparentemente, porém, os abatedouros paulistas têm recorrido menos ao mercado independente, atendendo a demanda com, preferencialmente, a própria produção. É isso, tudo indica, que mantém o mercado paulista de aves vivas menos concorrido que o mineiro. Como é isso que vem permitindo ao frango abatido superar todos os recordes anteriores de preços (ontem, no Grande Atacado da cidade de São Paulo, o produto resfriado foi negociado por valores que variaram de R$7,85/kg a R$8,05/kg).
Mas – pergunta-se – isso tem sustentabilidade? O fato é que, independentemente do momento conturbado por que passa o País, estamos completando, hoje, o primeiro decêndio de setembro. E, normalmente, a data corresponde a uma linha divisória a partir da qual os negócios começam a se acomodar. Portanto, será surpresa a manutenção do dinamismo atual por mais tempo.
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