Frango: recuam as margens de preço entre atacado e varejo na cidade de São Paulo
Confrontando-se os preços registrados pelo frango abatido no Grande Atacado da cidade de São Paulo (valores da Jox Assessoria Agropecuária para o produto resfriado) com aqueles divulgados pelo PROCON-SP relativos ao varejo paulistano, constata-se que, em julho passado, a margem de preço entre os dois segmentos recuou a níveis inferiores aos atingidos nos últimos seis semestres.
Em outras palavras, o preço pago pelo consumidor de São Paulo na abertura do segundo semestre de 2021 apresentou diferença de 36,82% em relação ao preço do Grande Atacado, isto significando que os varejistas reduziram suas margens de comercialização.
Mas nem sempre tem sido assim. Nos 18 meses transcorridos entre o segundo semestre de 2018 e o segundo semestre de 2019 a margem girou em torno dos 60%. E subiu extraordinariamente no primeiro semestre de 2020, quando o País enfrentou seu primeiro isolamento social por conta da pandemia.
Como apresenta a evolução das margens pela média trimestral, o gráfico abaixo não mostra a realidade daquele momento. Mas, por exemplo, em abril de 2020, enquanto os preços do atacado recuavam mais de 15% em relação ao mesmo mês de 2019 e retrocediam a um dos menores níveis do período analisado, no varejo registrou aumento anual de 8%. O que fez com que a margem entre os dois segmentos superasse os 110%.
Depois de iniciar 2020 com o maior índice em oito meses (68,4% em janeiro), a margem entre atacado e varejo passou a recuar continuamente, denunciando dificuldade no repasse dos preços registrados pelo frango abatido.
Nos últimos sete meses essa margem retrocedeu à razão de, aproximadamente, 10% ao mês. Mas – essa é a questão chave – até que ponto será sustentável?
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