Frango segue em valorização, mas acessibilidade do consumidor ao alimento cai
Mesmo que venha a sofrer alguma redução de preço neste finalzinho de agosto – possibilidade extremamente remota – o frango vivo comercializado no interior paulista alcança no mês, em termos relativos e tendo por base o preço médio do ano anterior, aquele que é, aparentemente, o maior valor de sua moderna história.
Pelo histórico dos últimos 26 anos (1995/2020), no mês de agosto o frango vivo alcançou valor 13% superior à média do ano anterior. Porém, nesse mesmo período, o recorde anual foi registrado também em um mês de agosto (2007), ocasião que os preços registrados foram quase 60% superiores à média do exercício anterior.
Pois em agosto corrente esse recorde está sendo superado, visto que a cotação até aqui registrada – R$6,00/kg, valor que se mantém inalterado desde meados de julho passado – se encontra 63% acima da média alcançada em 2020.
Desconte-se, aqui, o fato de a média do ano passado ter sido extremamente baixa, devido à pandemia. De toda forma é auspiciosa a constatação de que a recuperação vem sendo contínua desde o início de 2021, sem aquelas baixas típicas dos períodos de safra da carne.
O lamentável, neste caso, é que o recorde ora registrado não está sendo determinado pelo mercado, mas imposto pela elevação dos custos que, mesmo assim, continuam evoluindo muito à frente dos preços recebidos.
Pior, porém, é observar que a capacidade de recuperação vem se esgotando. Pois até aqui, embora contínua, manteve o frango competitivo frente às demais carnes e, acima de tudo, acessível ao consumidor. Mas se, nas circunstâncias atuais, a competitividade ainda se mantém, o grau de acessibilidade do consumidor se reduz cada dia mais.
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