Suinocultura independente: preços seguem perto da estabilidade, mas custos de produção não dão folga
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Nesta quinta-feira (29), a última semana de julho trouxe preços mais estáveis para o mercado da suinocultura independente. Entretanto, lideranças se preocupam com os custos de produção, principalmente com o milho, mas esperam melhora nos preços do animal vivo na próxima semana.
O preço do quilo do suíno vivo se manteve em R$ 7,20/kg vivo pela terceira semana consecutiva, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). O presidente da Associação, Valdomiro Ferreira, explica que não ocorreu um reajuste positivo nos preços dos suínos nesta semana devido a oferta de animais vivos e carcaças vindas de outros estados.
"Nesse momento há uma disputa no varejo em termos de carcaça, entretanto os criadores tinham expectativa de um pequeno reajuste. Diante do argumento dos suinocultores e frigoríficos, optou-se por manter o valor em R$ 7,20".
No mercado mineiro, pela quarta semana consecutiva, se manteve o valor de R$ 7,00 para o quilo do suíno vivo.
De acordo com o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, "o mercado mineiro mantém as vendas boas nas últimas semanas e em trajetória de enxugamento dos estoques nas granjas.
Ainda há competição com mercadorias de outros estados mas já vemos sinais se de melhorias que podem resultar em altas próximas", disse.
Em Santa Catarina, que também negocia os animais no mercado independente às quintas-feiras, o preço subiu de R$ 7,00 para R$ 7,10/kg vivo.
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, afirma que a alta é positiva, mas que está muito longe de representar um alívio, frente aos custos de produção.
Houve estabilidade também no mercado gaúcho, que negocia os animais às sextas-feiras. Conforme informações da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o valor se manteve em R$ 6,65/kg vivo na última sexta-feira (23).
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