Desempenho do frango abatido em maio e nos cinco primeiros meses de 2021
O afrouxamento das medidas de isolamento social, a comemoração do Dia das Mães e o pagamento de auxílio emergencial garantiram ao frango abatido um maio de 2021 totalmente oposto ao de um ano atrás.
Em maio de 2020, o isolamento social e a quase completa paralisação da economia levaram o frango abatido ao menor patamar de preço não apenas do ano, mas dos 20 meses anteriores. Então vigoraram, praticamente, os mesmos valores registrados no primeiro semestre de 2018.
Neste maio, o frango abatido alcançou o maior valor de sua história moderna. Um recorde não somente nominal, mas também real: registrou preço médio de R$6,23/kg, valor que representou valorização de 7,15% sobre o mês anterior e (devido ao baixo preço de um ano atrás) de quase 82% sobre maio de 2020.
O que não escapa, aqui, é que essa valorização pareceu estar relacionada apenas ao consumo do Dia das Mães. Porque, mal passada a data comemorativa, os preços entraram em retrocesso, chegando a este final de mês com uma redução (dados preliminares) de cerca de 6% em relação ao pico de preços ocorrido às vésperas do Dia das Mães.
Em suma, o quinto mês do ano para o frango abatido pode ser dividido em três decêndios. No primeiro, o preço médio alcançado foi de R$6,40/kg – valorização de 10% sobre a média registrada em abril; no segundo, de R$6,27/kg – valorização de 7,7%; e no terceiro decêndio (que se encerra hoje) preço em torno de R$6,03/kg, apenas 3,6% a mais que em abril passado.
De toda forma, graças ao bom desempenho de maio corrente, mas em função, sobretudo, dos baixos preços enfrentados um ano atrás no bimestre abril/maio, o frango abatido completa os cinco primeiros meses de 2021 com uma valorização (artificial) de 41% sobre idêntico período anterior.
Embora esteja ficando entediante, não custa citar que, nesse mesmo espaço de tempo, a principal matéria-prima do frango, o milho, aumentou mais de 70%. Acrescente-se a esse aumento o custo industrial adicional decorrente das medidas de prevenção da Covid-19 nos abatedouros e se terá melhor ideia da defasagem de preços do setor.
A preocupação, agora, é com o mês de junho, que não tem nenhuma grande data comemorativa. Pois até as festas juninas (algumas monumentais), que sempre movimentaram o mercado, continuam suspensas por conta da pandemia. E o problema maior, aqui, é que o novo mês será aberto com preços inferiores aos de 30 dias atrás.
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