USDA revê para baixo exportações mundiais de carne de frango em 2021
Em relação a 2020 ainda pode haver ligeiro aumento. Mas, comparativamente à previsão de janeiro deste ano, as novas projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sinalizam retrocesso de 1,3%, o que faria o volume deste ano aumentar apenas 0,85% (+2,2% pela previsão anterior).
Para o Brasil o USDA estima, por ora, queda de 1,15% em relação à previsão anterior. Mas, mesmo assim, o volume do ano aumentaria pouco mais de 3,5%, garantindo para o País pouco mais de 32% das exportações globais de carne de frango. O detalhe, neste caso, é que essas previsões são anteriores ao “caso” Arábia Saudita.
Para os EUA, o previsto por ora é uma participação nas exportações globais de, aproximadamente, 28%. Mas a tendência é a de uma redução de pouco mais de 1% sobre 2020, aproximadamente o mesmo índice de queda previsto para o bloco de países componentes da União Europeia.
Entre os cinco principais exportadores, o maior índice de expansão é prevista para a Tailândia: aumento superior a 4% no ano. É oportuno observar, no entanto, que em 2020 as exportações tailandesas recuaram em relação ao ano anterior. Assim, considerado o que foi exportado em 2019, o aumento previsto para 2020 cai para pouco mais de 3%.
Ainda no tocante aos cinco principais exportadores: o grupo conta - na 5ª posição, antes ocupada pela China - com um novo integrante: a Turquia que, com o volume projetado, tende a registrar, em quatro anos, aumento de mais de 25% nas exportações de carne de frango. Com isso, os exportadores turcos passam à frente não só da China, mas também de outros importantes exportadores, como Rússia, Ucrânia, Argentina e Chile.
De toda forma, os cinco principais exportadores – responsáveis por quase 84% do volume transacionado internacionalmente – devem registrar crescimento mínimo, pouco superior a 1%. Ou seja: a maior expansão – 6,35% de aumento – deve ficar circunscrita aos demais exportadores. O que ajuda a explicar as dificuldades hoje enfrentadas pelos grandes exportadores: a praça tem mais concorrentes.
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