Desempenho do frango vivo em março e no trimestre inicial de 2021
Como o frango vivo apresentou boa valorização em fevereiro, mês em que, normalmente, tem um comportamento moderado, esperava-se mais para março quando, também normalmente, as atividades em geral retornam à rotina, iniciando de verdade um novo exercício.
Efetivamente, logo nos primeiros sete dias de negócios do mês foram registrados dois reajustes quase consecutivos, de 10 centavos cada. Com eles, o frango vivo comercializado no interior paulista rompeu o recorde anterior de preços (R$4,60/kg, valor que vigorou por mais de 30 dias, entre, aproximadamente, a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro de 2020) e chegou ao inédito valor de R$4,70/kg.
Mas nada volta ao normal como antes. Uma segunda onda pandêmica pior que a primeira tumultuou o País, impedindo que commodities como o frango obtivessem novos reajustes no decorrer do mês.
Mesmo assim – e a despeito do frango abatido enfrentar redução de preço desde a segunda semana do mês – as negociações com a ave viva permaneceram em mercado relativamente firme, denotando menor disponibilidade do produto por parte dos produtores independentes, situação previsível frente aos altos e cada vez mais elevados custos de produção.
Dessa forma, março propiciou ao frango vivo valorização mensal de, praticamente, 5%, enquanto em termos anuais foi registrada uma das maiores variações dos últimos tempos: incremento de 43,5% sobre março de 2020 – um índice, convenhamos, que não tem o mínimo valor. Primeiro, porque um ano atrás o frango vivo retrocedia a um dos menores preços do ano que passou (ou seja, a base de comparação é baixa); e, segundo, porque nesse espaço de tempo o custo de produção aumentou perto de 60%.
Sob esse aspecto, aliás, é interessante notar que em relação ao preço médio de dezembro de 2020 (R$4,462/kg), o frango vivo registra, na média dos três primeiros meses de 2021, valor (R$4,467/kg) apenas 0,12% superior. E, dentro do mesmo parâmetro, o custo de produção teve aumento próximo de 11%.
0 comentário
Suinocultura cresce 2,2% em mão de obra ocupada, mas enfrenta retração geral no agro em 2025
Agroceres PIC finaliza primeira fase de povoamento em nova granja da Colonias Unidas no Paraguai
Dias quentes reduzem peso de suínos e geram prejuízos milionários ao setor
Avicultura impulsiona emprego na pecuária com alta de 7% na população ocupada em 2025
SP inicia atualização de rebanhos; suínos e aves também devem ser declarados
Estudo avança em técnica para evitar silenciamento genético na avicultura