Preços do suíno no mercado independente cedem mais com a proximidade do final do mês

Apesar das exportações de carne suína terem demonstrado bons resultados a cada semana, no mercado interno a suinocultura independente derrapa na menor demanda por animais vivos e acumula quedas. Conforme explicam lideranças do setor, com a virada para abril, entrada da massa salarial e retomada do pagamento do Auxílio Emergencial, ainda que em menor proporção, a expectativa é de reação do mercado.
Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), nesta quinta-feira (25) houve queda durante a negociação da Bolsa de Suínos, passando de R$ 5,87/kg/vivo para R$ 5,33/kg vivo.
A comercialização na Bolsa de Santa Catarina também resultou em queda, com preço saindo de R$ 7,14/kg vivo para R$ 6,30/kg vivo. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de suínos, Losivanio de Lorenzi, aponta que "há um oportunismo por parte dos frigoríficos que forçaram os preços para baixo".
No mercado mineiro, a negociação nesta quinta-feira resultou em estabilidade no preço pela terceira semana seguida, R$ 6,50/kg vivo. O consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Mians Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, "as vendas de fevereiro e março estão acima da média histórica o que auxilia na redução da oferta de animais para abate sendo essencial para melhores cotações no curto prazo.
Claramente o pior momento já ficou para trás".
Considerando a média semanal (entre os dias 18/03/2021 a 24/03/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 3,59%, fechando a semana em R$ 6,34.
"Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 5,85.", informou o relatório do Lapesui.
O mercado de suínos independente gaúcho realiza as negociações Às sextas-feiras, e na última (19), o preço caiu de R$ 6,80/kg vivo para R$ 6,67/kg vivo. Segunbdo o presidente da associação de Criadores de Suínos dos Rio Grande do Sul, Valdeci Folador, as vendas na ponta final não estão caminhando, os preços da carcaça suína estão baixando, o que pressiona o mercado de suínos vivos.
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