Desempenho do frango vivo em fevereiro e no primeiro bimestre de 2021
Após abrir fevereiro com a menor cotação em mais de quatro meses, (isto é, desde o início de outubro de 2020), logo nos primeiros dias do mês o frango vivo viu as condições de mercado sofrerem radical transformação, o ambiente de negócios originalmente calmo ou fraco tornando-se repentinamente firme. Tão firme, por sinal, que em apenas sete dias de negócios ocorreram três reajustes de preço de 10 centavos cada.
Esperava-se mais, pois isso correspondia, apenas, a uma reposição visando cobrir a alta dos custos, defasados há bom tempo. Mas, então, quem apresentou os primeiros indícios de que o melhor do mês estava chegando ao fim foi o frango abatido. Que atingiu seu pico de preços no final do primeiro decêndio e, a partir daí, enfrentou o enfraquecimento do mercado e o recuo (praticamente contínuo) de preços.
A despeito dessa conjuntura, a cotação alcançada pelo frango vivo no dia 10 – R$4,50/kg – manteve-se inalterada no restante de fevereiro, agora novamente em mercado calmo. Mas o simples fato de não ter ocorrido nenhuma retração sugere que a disponibilidade do produto, embora excessiva para o momento (final de mês), permanece ajustada e pode experimentar novos avanços neste início de março.
Mais do que necessário, isso é fundamental para o setor. Pois em que pese a melhora em relação a janeiro - aumento de 3,68% - a média do primeiro bimestre de 2021 – R$4,37/kg – continua medíocre frente ao custo de produção. Que, em janeiro, conforme dados da Embrapa Suínos e Aves, chegou aos R$4,61/kg. Ou seja: frente a um custo mais de 50% superior ao de um ano atrás, o preço médio do frango vivo acumula variação que não vai além dos 36%.
Apesar, no entanto, das expectativas de novas correções de preço, pesa sobre o setor o fato de nos encontrarmos na Quaresma, período em que, tradicionalmente (e com muito raras exceções), decresce generalizadamente o consumo de carnes e o preço das três carnes sofre normal regressão.
Considerados os preços que vem registrando no varejo (em função do preço do boi em pé), isso deve ocorrer naturalmente com a carne bovina. Fica, pois, a torcida para que a carne de frango permaneça como o substitutivo da vez.
0 comentário
Suinocultura cresce 2,2% em mão de obra ocupada, mas enfrenta retração geral no agro em 2025
Agroceres PIC finaliza primeira fase de povoamento em nova granja da Colonias Unidas no Paraguai
Dias quentes reduzem peso de suínos e geram prejuízos milionários ao setor
Avicultura impulsiona emprego na pecuária com alta de 7% na população ocupada em 2025
SP inicia atualização de rebanhos; suínos e aves também devem ser declarados
Estudo avança em técnica para evitar silenciamento genético na avicultura