Quem, afinal, define o preço do frango: o mercado interno ou o externo?
Até aqui, têm sido infrutíferos todos os esforços desenvolvidos pelo setor produtivo para acompanhar a evolução do custo de produção, pois – parece não haver dúvida – quem define os preços do produto é o mercado final ou, mais exatamente, o consumidor do produto, dentro da natural e imutável lei de oferta e procura.
Como a pressão se faz de cima para baixo, torna-se natural concluir que é o abatido quem determina o preço do frango vivo. Surpreendente, porém, é constatar que o mercado interno influencia não só o preço do frango vivo, mas também o praticado pelos exportadores no mercado internacional. Ou seria o inverso?
Questão do gênero é levantada ao se analisar o gráfico abaixo, no qual estão expostos, lado a lado, os preços alcançados internamente pelo frango vivo (ressalte-se: frango vivo) e os obtidos pela carne de frango in natura na exportação.
Embora haja uma distância quilométrica entre o produto disponibilizado nas granjas do interior paulista (ave viva) e a carne de frango congelada negociada no mercado internacional, parece não haver dúvida de que ambos mantêm o mesmo comportamento no decorrer do tempo. E, neste caso, é absolutamente improvável que o formador de preços seja o frango vivo.
Para melhor demonstrar as coincidências dessa relação, seria o caso de incluir aqui a curva - levantada a partir dos dados divulgados mensalmente pela FAO – dos preços registrados pela carne de frango no mercado internacional. Mas isso é dispensável, pois ela não apresenta grande diferença em comparação às curvas do gráfico abaixo. Inclusive porque – não custa lembrar – o principal formador de preços da carne de frango no mercado internacional é o Brasil, como líder mundial do setor.
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