FAO: alta demanda externa puxa o preço internacional da carne de frango
Não é, ainda, o que o setor produtivo espera e necessita. Mas já é um resultado bem alentador: em janeiro passado, as três principais carnes comercializadas mundialmente obtiveram aumento de preço. Mas o maior índice de aumento foi obtido pela carne de frango, produto do qual o Brasil é o principal player do planeta.
E foi particularmente à carne de frango do Brasil que a FAO fez referência ao divulgar ontem (4/1) seu Índice de Preços dos Alimentos (FPPI, na sigla em inglês): afirmou que o País foi o maior beneficiário da alta de preço registrada, sustentada por uma forte demanda importadora, mas com disponibilidade exportadora restrita no mercado mundial devido à ocorrência de surtos de Influenza Aviária em vários países europeus.
Pelos dados da FAO, a carne de frango brasileira foi comercializada em janeiro por US$1.454,00/t (US$1.457,25/t pela SECEX/ME), valor 3,3% superior à média de 2020 (US$1.407,00/t). Já as exportações dos EUA tiveram seu preço aumentado em pouco mais de 1% (da média de US$962,00/t em 2020 para US$973,00/t em janeiro), enquanto a Índice FAO para a carne de frango aumentou 2,3%, retornando agora à casa dos 89 pontos (2014/16 = 100 pontos).
A alta da carne de frango ocorreu pelo segundo mês consecutivo. Mas embora corresponda ao melhor resultado dos últimos nove meses, seu preço ainda se encontra perto de 8% aquém do valor registrado um ano atrás, em janeiro de 2020.
As carnes suína e bovina, por seu turno, embora registrando ligeiro aumento, praticamente permaneceram em estabilidade, com incrementos de 0,37% e 0,32%, respectivamente. Em relação a janeiro de 2020 o preço da carne suína recuou 12,51% e da bovina 4,63%.
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