Dados do Procon-SP ressaltam competitividade de frango e ovo frente à carne bovina
Levantamento do Procon-SP referente aos preços dos alimentos no varejo da cidade de São Paulo apontam que embora tenham aumentado acima da inflação em 2020 – fundamentalmente, por conta da explosão nos custos de produção – o frango abatido e o ovo branco ganharam ainda mais competitividade frente à carne bovina. O órgão de defesa do consumidor paulista não tem informações sobre os preços da carne suína.
Em 2020, a carne bovina de segunda encerrou o exercício com um valor 41,5% superior ao de um ano antes, enquanto a de segunda (sem osso) obteve valorização de pouco mais de 30%.
Por seu turno, o frango abatido (resfriado) terminou o ano com um preço 16,2% superior ao de dezembro de 2019, resultado um pouco melhor que o do ovo, cujo ganho de preço não chegou a 11%.
Nesse cenário, o desempenho do ovo foi um caso à parte. Pois quando, pela primeira vez nos tempos modernos, o consumidor se viu confinado ao lar e sem acesso imediato a outros alimentos, encontrou no ovo a resposta a um só tempo versátil, nutritiva e barata para sua alimentação.
Só que, com a alta demanda então registrada, o ovo deixou de ser barato. Pelo menos até que o setor produtivo conseguisse redirecionar a produção do food service para o varejo. Mas chegou a registrar (abril de 2020) valorização superior à das carnes bovina e de frango.
Infelizmente, isso teve curta duração. Pois, considerados os preços médios alcançados pelo ovo no segundo semestre, a valorização registrada em relação ao valor de dezembro de 2019 não chegou a 4%.
Em termos de competitividade e comparativamente à carne bovina de segunda (sem osso), em dezembro de 2020 o consumidor adquiriu volume de frango abatido mais de 20% superior ao de um ano antes. Já no tocante ao ovo, o ganho em volume ficou próximo dos 30%.
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