Desempenho do frango (vivo e abatido) na quarta semana de janeiro de 2021
Embora o gráfico abaixo mostre o comportamento do mercado só a partir da segunda semana de janeiro, deixa claro que o desempenho do frango abatido no corrente exercício vem sendo bastante diferente do observado há um ano.
Restringindo a análise ao período enfocado no gráfico, observa-se que um ano atrás, da segunda para a quarta semana de janeiro, os preços registrados sofreram redução superior a 20%. Neste ano, a despeito de ligeiras altas e baixas no período, o mês acabou encerrado com, praticamente, a mesma cotação do dia 10 (valorização de 1,92%).
Já foi dito, mas não custa repetir: parte desse desempenho se deveu à necessidade de repassar, no mercado paulista, o aumento enfrentado na cobrança do ICMS. Porém, os esforços nesse sentido teriam surtido efeito “zero” não fosse a maior competitividade da carne de frango frente à carne bovina, dada a forte evolução de preços do boi em pé (nos 20 dias de negócios do mês subiu a uma média diária de meio por cento – acréscimo de, quase, 10% em janeiro).
Mas enquanto o frango abatido registrou comportamento inverso ao de um ano atrás, o frango vivo repetiu, integralmente, o mesmo desempenho, em especial na quarta semana do mês.
Não escapa que, operando durante todo o período com uma cotação quase 35% superior à de um ano antes, passou a registrar – a partir da terceira semana de janeiro – valor superior ao alcançado pelo frango abatido no início de 2020.
O curioso, porém, é que - no final do mês e num cenário completamente diferente – sofreu a mesma baixa de um ano atrás (10 centavos) com apenas um dia de diferença (27 de janeiro em 2020; 28 de janeiro em 2021).Há explicação para esse comportamento sui generis?
Com o início de novo mês renovam-se as expectativas de revitalização – de mercado e de preço – do frango vivo e abatido. O que resta é aguardar.
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