Quase um terço menor, em 2020 exportação de ovo fértil retrocedeu ao segundo menor nível da década
A pandemia teve efeito devastador sobre as exportações brasileiras de ovos férteis, extremamente dependente do transporte aéreo.
No caso do produto destinado à produção de pintos de corte, o volume exportado em 2020 recuou mais de 31% em relação a 2019, índice que correspondeu ao embarque de pouco mais de 121,7 milhões de unidades, segundo menor volume registrado na década passada.
Embora o maior volume do ano tenha sido exportado no primeiro semestre – 55% do total anual – a maior redução ocorreu nesse período: queda de, praticamente, 40% em relação ao mesmo semestre de 2019. No segundo semestre a redução (comparativamente ao mesmo período do ano anterior) foi menor, de pouco mais de 17%. Mas apenas porque no segundo semestre de 2019 já havia recuado 38%.
Notar, de toda forma, que a queda registrada no segundo semestre de 2019 não ocorreu devido a problemas no mercado externo e, sim, a um excepcional aumento das necessidades no mercado interno, atendidas pelos exportadores.
Não fosse tal determinação, o volume daquele período sem dúvida teria superado os 100 milhões de unidades e, talvez, repetido os 108,1 milhões de unidades do segundo semestre de 2018. Isso considerado, a redução observada na segunda metade do ano passado beira os 50%.
Comparativamente ao que foi exportado no final da década anterior – 204 milhões de unidades em 2010 – a década passada foi encerrada com uma redução de 40%.
Não há detalhes a respeito mas, com certeza, os problemas logísticos decorrentes da pandemia afetaram também as exportações de ovos férteis para a produção de pintainhas de postura e, igualmente, os destinados à produção de avós e matrizes.
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