Preços do suíno no mercado independente com estabilidade ou leves altas perto da virada da quinzena

Nesta quinta-feira (12), quando as principais bolsas da suinocultura independente negociam os animais com os frigoríficos, os resultados trouxeram leves reajustes ou preços estáveis. Lideranças do setor destacam que os valores podem estar próximos de um teto que possa ser absorvido pela ponta consumidora, e que frigoríficos relatam dificuldades em negociar aumentos no preço da carcaça com o atacado e varejo.
Em São Paulo, conforme infdormações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço do quilo do suíno vivo permaneceu estável em R$ 9,87/kg.
Conforme informações do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, o preço do animal vivo passou de R$ 9,67/kg para R$ 9,73/kg.
"Este pequeno aumento foi dentro do esperado, e deve continuar nesta curva de ascenção mais lenta. O produtor precisa agora é ficar atento ao mercado, porque os custos sobem mais do que os preços pagos ao produtor, por isso a indicação é que ao invés de ampliar plantel, que se faça estoque de grãos para trabalhar a lucratividade com custo fixo, quando os preços dos insumos estiverem melhores".
No caso de Minas Gerais, o preço sugerido na semana passada pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) foi de R$ 9,80, mas de acordo com a explicação do consultor de mercado da associação, Alvimar Jalles, o preço trabalhado ao longo da semana foi de R$ 9,50/kg.
"Nesta quinta-feira (12) foi este valor que foi acordado entre produtores e frigoríficos, o que aponta para estabilidade de preços em patamar favorável e o alinhamento entre as partes.
Isso favorece as vendas de suínos vivos, que entram em um período do ano naturalmente mais dinâmico, o que facilita os negócios e o escoamento com vistas ao início de 2021".
O preço do suíno no mercado independente gaúcho teve leve reajuste, passando de R$ 8,79/kg para R$ 8,88/kg vivo. O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, aponta que o mercado segue com oferta e procura ajustados.
"Esta semana ainda deve haver algum pequeno reajuste, mas sentimos que a corda está esticando cada vez mais", afirmou.
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