Frango vivo encerra primeiro decêndio de novembro com novas altas
Ontem, 10, tanto no interior de São Paulo como em Minas Gerais, os produtores independentes encontraram terreno propicio à melhora de preço do frango vivo. Propuseram e conseguiram novo reajuste de cinco centavos, com o que os negócios do dia foram fechados a R$4,55/kg entre os paulistas e a R$4,65/kg entre os mineiros.
Em outras palavras, se o desempenho de outubro foi bom, o de novembro corrente está sendo ainda melhor. Porque em apenas sete dias de negócios foram obtidos, nas duas praças, quatro reajustes de cinco centavos cada (em outubro, no mesmo período, foram três os reajustes). Com isso, o primeiro decêndio do mês foi fechado com uma valorização de cerca de 4,5% em relação ao último preço do mês anterior, enquanto em relação ao mesmo dia de outubro passado a valorização chega a 5,81% em São Paulo e a pouco mais de 8% em Minas Gerais.
Interessante notar que, comparativamente aos preços praticados um ano atrás, o incremento nos dois mercados agora se encontra no patamar dos 40% e, especialmente em Minas Gerais, tende a superar os 50%. Tais índices, porém, não correspondem a uma valorização, pois são decorrência das baixas enfrentadas um ano atrás, ocasião em que, neste mesmo momento e até o final do ano, a cotação do frango vivo retrocedeu a um dos mais baixos patamares do exercício passado.
À primeira vista, a temporada de altas pode ter sido momentaneamente encerrada, pois estamos próximos do fim da primeira quinzena. Mas tudo vai depender do comportamento do frango abatido. Ontem, no grande atacado da cidade de São Paulo, o produto resfriado foi comercializado por até R$6,00/kg, valor que representa valorização de 7%-8% sobre os preços praticados no último dia de negócios de outubro.
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