Baixa das carnes minimiza alta de preços dos demais alimentos, aponta FAO
De acordo com a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em setembro passado seu Índice Geral de Preços dos Alimentos (FFPI na sigla em inglês) alcançou 97,9 pontos, resultado que significou aumentos de 2,1% e 5% sobre, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2019.
Embora em alta consecutiva nos últimos quatro meses, esse índice ainda permanece aquém dos registrados em janeiro e fevereiro e faz com que o valor médio alcançado nesses 9 primeiros meses de 2020 (95,7 pontos) permaneça mais de 5% aquém do último preço do ano passado (101 pontos em dezembro de 2019).
Conforme a FAO quem, no mês, mais contribuiu para o aumento registrado foram os óleos vegetais (aumento anual de 24,62%) e os cereais (+13,61%). Foram seguidos pelo açúcar (+7,41%) e pelos lácteos (+2,55%). Ou seja: somente as carnes voltaram a registrar evolução negativa de preços (queda de 9,37% em relação a setembro de 2019).
Os cereais atingiram o maior patamar de preços em quase dois anos e meio. Assim, com 104 pontos em setembro, no momento se encontram abaixo, apenas, dos 105,2 pontos registrados em maio de 2018.
Já as carnes, em absoluta oposição, retrocedem ao menor preço em quase quatro anos, pois os 91,55 pontos de setembro ficaram acima, apenas, dos 90,65 de dezembro de 2016.
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