EUA: graças à China, volume de carne de frango destinado aos 10 maiores importadores aumenta 16%
O vizinho México permanece como destino principal (e imbatível) da carne de frango dos EUA, absorvendo um quinto do volume exportado pelo país.
Mas os dados do Departamento de Agricultura (USDA) revelam que não muito distante dos mexicanos se encontra hoje o mercado chinês, representado pela China nacionalista (Taiwan) e pela China comunista.
No momento (e sem considerar o que é adquirido dos EUA por Hong Kong), as duas Chinas importam mais de 15% do volume total de carne de frango colocado pelos norte-americanos no mercado externo.
Nos cinco primeiros meses de 2020, a China comunista foi a principal responsável pelo aumento de 16% no volume exportado pelos EUA. Sem nada adquirir nos anos anteriores, ela se tornou o segundo principal mercado do setor (os números do USDA não levam em conta o volume de pés/patas de frango) e, pelos dados oficiais do país, já responde por 6,79% das exportações locais, com mais de 200 mil toneladas importadas.
Também atuaram para o aumento registrado Vietnã, Canadá, Georgia e Emirados Árabes Unidos principalmente. Mas os acréscimos registrados foram minimizados pelo menor volume de compra de países como Cuba e Guatemala.
De toda forma, chama a atenção o último colocado no bloco dos 10 principais importadores dos EUA: os Emirados Árabes Unidos, com aumento de 36% no volume importado. Pode ser coincidência, mas o volume correspondente a esse acréscimo – pouco mais de 22 mil toneladas – é praticamente o mesmo (22,8 mil/t) que os Emirados deixaram de importar do Brasil nos cinco primeiros meses de 2020.
0 comentário
Ovos/Cepea: Média mensal avança apesar de queda no fim de junho
Frango/Cepea: Preço da carne recua em junho
Brasil amplia espaço na exportação de carne suína e precisa manter eficiência, diz diretor da PIC na Suinfair
Suínos/Cepea: Vivo registra menor preço real em SP em quase 20 anos
Lei de desmatamento à EUDR: o que muda para o mercado global de suínos?
Comissões da avicultura gaúcha alinham medidas sanitárias e discutem novas exigências do mercado