China segue tendo necessidade de importar grandes volumes de carne suína

Além da atual crise causada pelo coronavírus, iniciada na China, o país asiático ainda luta contra casos de Peste Suína Africana, doença que ainda não foi controlada e assolou cerca de metade do plantel de suínos do país desde 2018. A expectativa, informada pelo Ministério da Agricultura da China nesta segunda-feira (20), é de que as importações de carne suína neste ano aumentem 2,8 milhões de toneladas, crescimento de 32,7% em comparação com o ano passado.
Apesar das projeções oficiais do governo chinês indicarem aumento de quase 33% nas importações de carne suína este ano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que o crescimento deva ser de 57%.
De acordo com informações do comitê do Ministério da Agricultura da China, divulgadas pela Bloomberg, a intenção do país em normalizar a produção de suínos até o final deste ano ficou mais difícil de se concretizar. A produção suína do país pode cair 7,5% em relação ao ano anterior, para 39,3 milhões de toneladas em 2020.
Uma das razões são os custos de produção alto, como o aumento do valor dos leitões, e a maioria das fazendas médias e pequenas, que costumavam supirir a maior parte da produção, podem não estar ativas justamente pelos altos custos e pelo risco que a Peste Suína Africana ainda representa.
A queda na produção e a lentidão para recuperação acaba coincidindo com um período de demanda menor, devido ao isolamento social pela pandemia de coronavírus, que fechou escolas, hotéis e cadeias de foodservice. Segundo dados do Miunistério da Agricultura da China, divulgados pela Reuters, o consumo de carne de porco caiu 19% em relação ao ano anterior.
Apesar da atual queda da demanda, com a retomada mais adiante dos setores que estão com as atividades suspensas pode dificultar a oferta de carne suína para suprir a demanda que está por vir.
Em um cenário mais imediato, com o fechamento de grandes plantas processadoras de carne nos Estados Unidos, o cenário americano pode representar uma oportunidade para as exportações brasileiras, segundo entrevista concedida pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, à Reuters.
Segundo ele, os Estados Unidos devem privilegiar a demanda interna em caso de escassez de produto, e é essa lacuna que pode ser aproveitada pelo Brasil.
- Com informações das agência Reuters e Bloomberg
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