MG: Preço do suíno vivo caiu 40% desde o início da pandemia
As medidas de isolamento social recomendadas pela OMS e reforçadas através de decretos municipais e estaduais, em detrimento da pandemia da COVID-19, têm afetado de forma contundente o setor suinícola mineiro. De acordo com os dados da BSEMG (Bolsa de Suínos de Minas Gerais), que é capitaneada pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), o custo de produção do quilo do suíno vivo no estado é de cerca de R$4,50, já comercialização do suíno terminado tem o preço de R$ 3,60, ou seja, um prejuízo de aproximadamente R$ 0,90 por quilo de animal vivo vendido.
Os valores de comercialização despencaram cerca de 40% nas últimas cinco semanas (desde o início do distanciamento social) e isso se deve às mudanças de forma de consumo da proteína já que o elo da cadeia relativo a alimentação fora de casa é hoje considerado praticamente inexistente o que consequentemente desregula a balança de oferta e demanda do mercado de suínos. “Bares, restaurantes e cozinhas industriais estão fechados ou trabalhando através de delivery com quantidades muito menores que as usuais, isso faz com que o consumo fique concentrado apenas em um elo da nossa cadeia produtiva: o varejo” contou o presidente da ASEMG, João Carlos Bretas Leite. Importante informar que segundo estudo da Markenz Consulting 38% de seus entrevistados aumentaram as compras do supermercado, já que estão preparando todas as refeições em casa, no entanto, 20% dos entrevistados escolhem o produto em detrimento da compra. “É fato que cada ponta da cadeia tem suas particularidades e estratégias de comportamento de venda, no entanto, mesmo com a brusca queda do valor pago ao produtor a carne suína mineira não sofreu baixa nas gôndolas o que desencoraja o consumidor a aumentar o volume de compra desta proteína” explicou Leite.
Segundo o consultor de mercado da ASEMG, Alvimar Jalles , “o ideal para o produtor é que esse diferencial de preço do quilo do suíno vivo e o de comercialização no varejo fosse repassado ao consumidor final. Em linha com a perda de renda da economia como um todo, a melhor forma de estimular o fluxo das mercadorias é favorecendo o preço ao consumidor final.
A atual realidade do produtor é bastante complexa já que 70% do custo de produção do suinocultor consiste na ração dos animais que é comercializada em dólar por se tratar de commodities (milho e soja) além de não haver previsão da restauração da normalidade da cadeia de consumo, logo tal situação pode impactar na diminuição do plantel nos próximos meses, o que acarretará menor oferta de carne suína ao consumidor final dentro dos próximos nove meses.
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