Desempenho do frango (vivo e abatido) na 14ª semana de 2020, virada de março para abril
Opostamente ao registrado um ano atrás – ocasião em que caminhava em direção a um dos melhores preços do exercício passado, só superados no finalzinho do ano – o frango abatido retrocede ao menor preço dos últimos 20 meses. Ou seja: alcança valor que não era registrado desde o início de setembro de 2018. E o grande baque do setor ocorreu na semana que passou, décima quarta de 2020, virada de março para abril.
Considerada, de um lado, a época do mês (final de período) e o momento religioso (Quaresma), a baixa ocorrida poderia ser considerada rotineira (a alta do ano passado é que foi anormal).
Mas a intensidade da queda enfrentada (redução superior a 13% em apenas uma semana) mostra que um novo ingrediente pesou no processo: a semiparalisação do mercado em decorrência da quarentena imposta pela Covid-19. Ou, como já foi comentado, o consumidor estocou-se e agora praticamente não vai ao mercado, comportamento que é agravado pelo esgotamento de sua capacidade aquisitiva.
O frango vivo, claro, não ficou imune ao processo: também enfrentou queda de preço, sua cotação retrocedendo perto de 8% na semana. O pior, porém, é que retrocede a preço que – especialmente no interior paulista – tornou-se apenas um referencial sem qualquer significado. Porque as ofertas do produto não encontram interessados, independente de qual seja o valor de venda proposto.
Como nesta semana os salários chegam ao mercado e nos encontramos às vésperas da Páscoa, não seria equivocado esperar alguma melhora do mercado. O melhor, porém, é não apostar. De um lado, porque esta é a Semana Santa, período em que – mais por hábito do que por convicção religiosa – o consumo de carnes retrocede aos mais baixos níveis do ano. De outro, porque os salários que agora chegam ao mercado já não têm a (embora já limitada) dimensão anterior.
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