Desempenho do frango (vivo e abatido) na 12ª semana de 2020, terceira de março
Contrariamente ao considerado normal para a segunda metade de mês, o frango abatido voltou a reagir na semana passada, terceira de março e décima-segunda de 2020. Como, aliás, ocorreu quase um ano atrás quando, em plena Quaresma o produto passou a registrar inusitadas altas.
Infelizmente, porém, as razões, agora, são bem diferentes. Entre março e abril de 2019 faltou produto. Agora, embora haja produto em suficiência, a demanda vem sendo exacerbada pela necessidade de quarentena que vem sendo imposta ao consumidor em, praticamente, todo o País.
O que cabe perguntar neste instante é: as altas da semana passada terão continuidade? E, à primeira vista, a resposta que vem é “não”. Por duas razões principais. A primeira, porque é limitada a capacidade de estocagem do consumidor. Além do que, após estocar, ele deixa de acorrer ao mercado por um bom período.
A outra razão – e talvez a mais preocupante – está na quase paralisação do “food service”, direta e profundamente afetado pela interrupção da maioria das atividades econômicas, aqui inclusas não apenas as cozinhas industriais, mas também bares e restaurantes, sujeitos agora a atender apenas as refeições “delivery”.
Em suma, pode ser que no decorrer desta semana ainda haja alguma retomada de preços. Mas ela tende a ser limitada. E, mesmo que ocorra, são mínimas as possibilidades de vir a favorecer o frango vivo, já que a quase totalidade dos abatedouros conta com produção própria suficiente.
Operando em mercado fraco e tendo como cotação de referência - desde a semana passada – o preço de R$3,25/kg , o frango vivo comercializado no interior paulista alcança, por ora (primeiras três semanas do mês), valor médio de R$3,28/kg, ou seja, menos de 2% acima do que obteve há um mês (R$3,22/kg em fevereiro passado) e há um ano (R$3,23/kg em março de 2019).
Não é muito diferente a situação do frango abatido. O resfriado comercializado no Grande Atacado da cidade de São Paulo registra, até aqui, média de R$4,27/kg , pouco mais de 2% acima do alcançado há um mês (R$4,17/kg em fevereiro último) e há um ano (R$4,18/kg em março do ano passado).
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