Desempenho do frango (vivo e abatido) na 4ª semana de 2019
Em 2019, comparativamente aos primeiros dias do ano, o frango abatido chegou a 24 de janeiro com um queda de preços que não passou de 8,5%. Neste ano, no mesmo espaço de tempo, a queda ficou extremamente próxima dos 20%, fazendo com que o produto retornasse a valores praticados pela última vez em outubro do ano passado, ocasião em que começou uma arrancada de preços que levou o produto à maior cotação de todos os tempos.
Com isso, depois de iniciar o corrente exercício com um valor quase um quarto superior ao da abertura de 2019, o frango abatido fechou a sexta-feira passada, 24 (último dia de negócios da semana) com um ganho que não chega a 10% em relação ao mesmo dia do ano passado.
À primeira vista, o frango vivo negociado no interior paulista permanece absolutamente imune ao enfraquecimento do mercado, pois, contando este último domingo (26), completou 10 semanas (77 dias) com a mesma cotação – R$3,20/kg. Ou seja: se não é afetado pelas baixas atuais, também não se beneficiou das altas registradas no final de 2019, pois permanece com o mesmo valor desde a segunda quinzena de novembro/19.
Mas essa “imunidade” é apenas aparente. Pois, da mesma forma que 10 semanas atrás, a cotação registrada permanece como mero referencial, visto somente alcançar as ofertas previamente programadas, sujeitando as ofertas “spot” a descontos que variam conforme as necessidades do vendedor e os interesses do comprador.
O pior, no entanto, é que, no momento, não há maior interesse no produto “spot” por parte dos compradores. Que, ao contrário, ampliam a colocação de aves vivas no mercado “spot” na tentativa de minimizar as contínuas baixas enfrentadas pelo frango abatido. Na prática, portanto, a atual cotação do frango vivo tende a seguir sem alterações porque, independente das concessões oferecidas, o preço já não faz qualquer diferença.
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