No varejo das proteínas, as da avicultura registraram as menores altas em 2019
Dados do Procon-SP relativos à evolução de preços da cesta básica dos paulistanos apontam que, entre as principais proteínas de origem animal, foram os produtos da avicultura – frango e ovos – que registraram a menor evolução de preços em 2019.
Nos resultados divulgados, o Procon-SP contrapõe os preços praticados no varejo de São Paulo nos últimos dias úteis de 2019 aos dos últimos dias úteis de 2018. E conclui que o preço da carne de primeira aumentou, no ano passado, 27,18%, enquanto a de segunda sem osso registrou incremento de 22,69%. O ovo, por sua vez, sofreu variação que não chega a 20%, enquanto sobre o frango resfriado recaiu a menor variação anual – perto de 17%.
Notar, de toda forma, que os índices apontados pelo Procon-SP não passam de um referencial, pois apenas apontam as variações de preço ocorridas entre dois períodos distintos (neste caso, os últimos dias úteis de 2018 e 2019). Ou seja, não correspondem, necessariamente à média anual de cada exercício, pois não levam em conta o ocorrido mensalmente entre os dois períodos.
Um claro exemplo disso é observado com o ovo. Pelos dados divulgados mensalmente pelo próprio Procon-SP constata-se que o valor médio alcançado nos 12 meses de 2018 foi ligeiramente superior a R$5,80/dúzia, resultado que no ano seguinte subiu para R$6,03/kg. E isto corresponde a um aumento anual próximo (mas ainda inferior) de 4%.
Acrescente-se, além disso, que esse índice foi fortemente influenciado pelo preço de dezembro de 2019, ocasião em que foram registrados os maiores valores do ano que passou. Ou seja: se fosse considerado o preço médio alcançado até novembro, a variação do ovo em 2019 não teria passado de 3%.
De toda forma não escapa que, em relação à carne bovina de primeira, o poder de compra do frango subiu quase 10% de um ano para outro. No final de 2018, um quilograma de carne de primeira adquiria pouco mais de 3,6 kg de carne de frango, volume que subiu para mais de 4 kg no final de 2019.
Em tempo: na cesta básica do Procon-SP não há referências sobre a carne suína ou seus cortes.
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