Em 2019 frango abatido subverteu sua curva sazonal de preços
Reflexo direto dos períodos de safra e entressafra da carne, a curva sazonal de preços do frango abatido tem, normalmente, seu melhor momento no segundo semestre de cada exercício. Porque, inclusive, esse semestre engloba o período de Festas, época de maior consumo do ano.
Assim, nos oito primeiros anos da corrente década (2011/2018), o preço alcançado pelo frango abatido no segundo semestre do ano foi, em média, 12% superior ao do semestre inicial do ano, com picos de mais de 25% em 2012 e 2018.
Mas em 2019 esse comportamento, natural, quase cai por terra. Porque, no primeiro semestre do ano (com extensão até o mês de julho), o mercado comportou-se de forma oposta à curva sazonal: os melhores preços do período, por exemplo, foram obtidos no bimestre abril/maio, meses em que, normalmente, são registrados os menores preços do ano. Ou seja: a curva sazonal havia sido subvertida.
Por sinal, o setor corria o risco de ver aquele bimestre ser caracterizado como “o de melhor desempenho em 2019” não fosse, no bimestre final do exercício, ocorrer outra subversão da curva sazonal. Foi quando o mercado do frango abatido, até então em relativa estabilidade, passou a acompanhar, ainda que a certa distância, a valorização que atingiu as carnes suína e bovina.
Graças a isso, o resultado do segundo semestre, em valores nominais, foi 2,8% superior ao da primeira fase do ano. Mas se mantivesse o mesmo andamento registrado entre setembro e outubro, o preço médio do semestre final de 2019 teria sido quase 5% menor que o do primeiro semestre.
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