Sul terá sequência de madrugadas geladas e risco de geada nos próximos dias

Publicado em 18/05/2026 12:17
Massa de ar polar avança sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto chuva retorna ao Paraná no fim da semana, segundo a meteorologista

A região Sul do Brasil deve enfrentar uma semana marcada por frio intenso, formação de geada e retorno gradual da chuva em parte do Paraná. De acordo com a meteorologista Estael Sias, a massa de ar polar avança após a passagem da frente fria e derruba as temperaturas principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Segundo a especialista, o cenário muda em relação ao fim de semana, quando temporais e volumes elevados de chuva atingiram áreas do Paraná. Agora, a tendência é de redução das instabilidades no início da semana, seguida por uma nova rodada de chuva entre sexta-feira e sábado.

“O destaque da semana será a temperatura, que despenca nos três estados do Sul do Brasil. O Rio Grande do Sul será o mais atingido pelo ar gelado, com muitos municípios registrando temperatura negativa e condição para geada”, afirmou Estael.

No Rio Grande do Sul, cidades da Campanha Gaúcha, como Bagé, devem registrar mínimas abaixo de 4°C entre terça e sexta-feira, com possibilidade de marcas próximas de 0°C em áreas de baixada. O tempo seco e o vento fraco favorecem a formação de geada.

Já no Paraná, a chuva perde força ao longo da semana, mas retorna entre sexta e sábado, especialmente nas regiões oeste e sudoeste do estado. Municípios como Cascavel, Pato Branco e Laranjeiras do Sul podem voltar a registrar acumulados entre 30 e 50 milímetros.

Em Ponta Grossa, uma das cidades atingidas por granizo no fim de semana, a previsão indica chuva fraca no começo da semana e queda nas temperaturas na quarta e quinta-feira, com mínimas entre 7°C e 9°C.
Apesar do frio avançar sobre o Paraná, Estael destaca que o risco de geada significativa fica mais concentrado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

“A chuva sai do Sul do Brasil na medida em que o ar polar avança. O frio chega ao Paraná, mas com menor intensidade em comparação ao Rio Grande do Sul”, explicou.
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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