Queda do petróleo pressiona grãos em Chicago; boi gordo recua e China segue sem novos negócios
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Os mercados de soja, milho e boi gordo encerraram a quarta-feira (24) sob influência de fatores distintos, mas com predominância de viés negativo no cenário internacional. Segundo análise da Agrifatto, a queda do petróleo pressionou os preços do óleo de soja e contribuiu para ajustes nas cotações do complexo de grãos negociado na Bolsa de Chicago.
No mercado pecuário, a consultoria informou que o mercado chinês de importação de carne bovina permanece travado. Os importadores seguem concentrados na redução dos estoques disponíveis e demonstram pouca disposição para realizar novas compras, mantendo o ritmo lento dos negócios.
Já no Brasil, o milho encontrou suporte na valorização do dólar frente ao real, enquanto a soja apresentou alta no mercado físico. Apesar disso, os contratos futuros das duas commodities agrícolas fecharam o dia em baixa na CBOT.
China mantém ritmo lento nas compras de carne bovina
De acordo com a Agrifatto, a ampla oferta de gado local e a revenda de produtos importados para geração de liquidez continuam influenciando o mercado chinês de carne bovina.
A consultoria destaca que, mesmo diante das expectativas relacionadas ao encerramento da cota australiana e ao esgotamento do volume tarifário brasileiro, a demanda não apresentou reação até o momento.
Com esse cenário, não houve novos negócios envolvendo dianteiro bovino destinado à China. Segundo a Agrifatto, os embarques realizados atualmente referem-se apenas a contratos negociados anteriormente.
Mercado físico e futuro do boi gordo registram baixas
O mercado físico do boi gordo encerrou o dia com recuos nas praças pecuárias monitoradas pela consultoria. O principal ajuste foi registrado no Pará, onde a arroba caiu 0,73% em relação ao dia anterior, sendo negociada em média a R$ 330,21.
No mercado futuro, os contratos também encerraram a sessão em baixa na B3. O vencimento julho de 2026 registrou desvalorização de 1,19% frente ao fechamento anterior.
Com isso, o contrato foi negociado a R$ 332,40 por arroba ao término do pregão, acompanhando o movimento observado no mercado físico.
Milho avança na B3 apesar da queda em Chicago
Segundo a Agrifatto, o mercado físico de milho registrou leve recuo de 0,05% na quarta-feira. Em Campinas (SP), referência para o setor, a saca foi negociada a R$ 63,09.
Na B3, porém, o comportamento foi diferente. O contrato setembro de 2026 (CCMU26), o mais negociado do dia, avançou 0,43% e encerrou a sessão cotado a R$ 67,49 por saca.
A consultoria informou que o fortalecimento do dólar frente ao real ofereceu sustentação às cotações domésticas. Outro fator acompanhado pelos agentes é a colheita da segunda safra, que perdeu ritmo em algumas regiões devido à ocorrência de chuvas pontuais.
Condições das lavouras pressionam mercado internacional
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do milho fecharam em baixa. O vencimento julho de 2026 (ZCN26) encerrou o pregão cotado a US$ 4,06 por bushel, com queda de 0,92% frente à sessão anterior.
De acordo com a Agrifatto, o movimento acompanhou o comportamento do complexo soja e do mercado de petróleo. A consultoria também destaca que as boas condições das lavouras norte-americanas seguem transmitindo expectativas de safra cheia nos Estados Unidos.
Além disso, o clima europeu continua no radar dos participantes do mercado. As ondas de calor registradas em algumas regiões do continente são acompanhadas pelos investidores devido aos possíveis impactos sobre os cultivos.
Soja sobe no mercado brasileiro e recua na CBOT
A soja apresentou valorização no mercado físico nacional. Em Paranaguá (PR), uma das principais referências para exportação, a saca foi negociada a R$ 134,35, com alta de 0,64% na comparação diária.
No mercado internacional, os contratos futuros encerraram o pregão em baixa. O contrato julho de 2026 (ZSN26) fechou cotado a US$ 11,07 por bushel, registrando desvalorização de 0,83% frente ao fechamento anterior.
Segundo a Agrifatto, a forte queda do petróleo continua sendo o principal direcionador do mercado, pressionando os preços do óleo de soja. A consultoria acrescenta que as condições das lavouras nos Estados Unidos seguem indicando bom potencial produtivo para a safra em desenvolvimento.
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