Exportações de carne bovina superam US$ 1,7 bilhão e crescem 50,2% sobre maio de 2025
![]()
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada ganharam força em maio de 2026 e ultrapassaram a marca de US$ 1,7 bilhão. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita somou US$ 1,704 bilhão no período, resultado 50,2% superior ao registrado em maio de 2025, quando os embarques geraram US$ 1,134 bilhão.
O crescimento também aparece na média diária de faturamento. Em maio deste ano, as exportações movimentaram US$ 85,2 milhões por dia útil, frente aos US$ 54 milhões observados no mesmo mês do ano passado. O desempenho confirma um avanço expressivo das vendas externas da proteína brasileira na comparação anual.
Os números mostram que o resultado não foi sustentado por um único fator. O aumento da quantidade exportada e a valorização da carne bovina no mercado internacional contribuíram conjuntamente para ampliar a receita obtida pelo setor.
Mais carne embarcada para o mercado externo
O volume exportado alcançou 261,9 mil toneladas em maio de 2026. No mesmo período de 2025, os embarques haviam totalizado 218 mil toneladas, demonstrando crescimento significativo na quantidade enviada aos mercados compradores.
Na média diária, as exportações passaram de 10,4 mil toneladas para 13,1 mil toneladas. O avanço de 20,2% indica que o Brasil ampliou efetivamente o fluxo de carne bovina destinada ao comércio internacional.
Os dados mostram que a expansão da receita foi acompanhada pelo aumento dos embarques. Dessa forma, o desempenho registrado em maio reflete não apenas preços mais elevados, mas também maior volume comercializado.
Valorização fortalece faturamento
Outro destaque do levantamento da Secex foi a evolução do preço médio da carne bovina exportada. Em maio de 2026, a tonelada foi negociada a US$ 6.505,10.
No mesmo mês do ano passado, o valor médio havia sido de US$ 5.202,20 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 25% na comparação entre os dois períodos.
Receita avança em ritmo superior ao volume
Embora o crescimento dos embarques tenha sido expressivo, a evolução da receita ocorreu em velocidade ainda maior. Enquanto o volume médio diário exportado avançou 20,2%, o faturamento médio diário registrou aumento de 50,2%.
A diferença entre os indicadores está diretamente relacionada à valorização da tonelada exportada ao longo do período analisado. O aumento dos preços reforçou os ganhos obtidos com a ampliação da quantidade comercializada.
Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, os três principais indicadores das exportações apresentaram crescimento simultâneo: receita, volume e preço médio.
0 comentário
Brasil diante da cota chinesa: “Uma tarifa de 55% tornaria o comércio da maioria dos produtos para o mercado chinês inviável”, diz Carlos Cogo
Dos estádios aos churrascos: MT é atacante na pecuária e responde por 13% da carne dos brasileiros
Exportações de proteínas animais: aves ampliam receita diária, suínos recuam e pescado avança na parcial de junho
Exportações de carne bovina ganham valor e receita diária sobe 44% na parcial de junho
JBS anuncia fechamento de duas unidades nos EUA
Mundial de 2026 deve impulsionar encontros em casa e ampliar ocasiões de consumo de carne bovina, avalia Minerva Foods