Desempenho exportador das carnes em janeiro de 2021
Aceita a premissa de que o primeiro mês de 2021 continuou - devido à pandemia e ao seu agravamento em várias partes do mundo – extremamente caótico, é permitido concluir que as carnes apresentaram um bom desempenho no período, pois a média diária de embarque dos produtos in natura aumentou 3,64% para a carne suína, perto de 1% para a carne bovina, apresentando recuo (de 3%) apenas em relação à carne de frango.
Pena, somente, que este último janeiro tenha contado com apenas 20 dias úteis, porque isso fez significativa diferença em relação aos 22 dias úteis, tanto de dezembro passado como de janeiro de 2020.
Assim, como efeito direto do mês mais curto, os embarques de carne de frango recuaram quase 12%, os de carne bovina mais de 8% e os de carne suína perto de 6%, fazendo com que o volume somado das três carnes apresentasse retração superior a 10%.
Recuaram também, infelizmente, os preços médios das três carnes – algo que independe do número de dias úteis do mês. E, neste caso, a maior perda continuou sendo a da carne de frango (-10,06%), vindo a seguir a carne bovina (-6,21%) e, com perda menor, a carne suína (-4,37%).
O corolário desses desempenhos, naturalmente, foi uma queda mais acentuada da receita cambial das três carnes. Em conjunto, elas sofreram retração anual de 16,20%. Mas a maior perda – outra vez – foi a da carne de frango, com redução próxima de 21%, enquanto a menor perda (menos de 10% de retração) recaiu sobre a carne suína. A carne bovina ficou numa situação intermediária, sua receita cambial retrocedendo perto de 14%.
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