Desempenho exportador das carnes na primeira semana de dezembro
A primeira semana de dezembro (1 a 5, quatro dias úteis) não foi muito promissora para as exportações de carnes, pois apenas a carne suína registrou – pela média diária dos embarques efetuados – aumento (de 17,5%) em relação a dezembro de 2019.Ou seja: os embarques médios diários da carne de frango recuaram mais de 10%, enquanto a queda da carne bovina ficou próxima dos 23%.
Como dezembro corrente tem um dia útil a mais que o mesmo mês de 2019, esses índices acabam ligeiramente minimizados nas projeções para a totalidade do período. Assim, a tendência inicial da carne de frango é sofrer um recuo anual de 6%, seu volume aproximando-se das 343 mil toneladas.
E como o volume de carne bovina tende a uma redução mensal próxima de 20% - o que pode redundar em embarques ao redor de 120 mil toneladas – o único aumento de volume fica reservado para a carne suína, capaz de ultrapassar as 80 mil toneladas e aumentar 23% em relação a novembro de 2019.
Porém, no que tange ao preço médio, as três carnes enfrentam redução: de 11,38% a de frango; de 11,58% a bovina; e de 6,35% a suína. Com isso, a tendência para o mês é de queda na receita cambial das carnes bovina e de frango (de, respectivamente, 28,37% e 16,88%), enquanto o aumento de receita da carne suína não deve ir muito além dos 15%.
No entanto, tudo somado (embora se trate apenas de uma tendência inicial), a receita das carnes em dezembro pode ficar cerca de 20% menor que a de um ano atrás.
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