Mesmo com a China comprando menos 33 mil toneladas na comparação com dezembro, exportações totais de carne bovina cresceram 10%
Com as compras realizadas pela China através do continente e da cidade estado de Hong Kong sendo reduzidas em 33.125 toneladas em relação aos números recordes de dezembro, quando os chineses importaram sozinhos 110.142 toneladas do produto brasileiro, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) mantiveram seu bom ritmo de movimentação no primeiro mês do ano, apresentando um crescimento de 10% no volume e de 38% na receita, na comparação com janeiro de 2019.
As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou as informações da Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a entidade, o Brasil exportou 135.451 toneladas em janeiro de 2020 contra 123.44 toneladas em janeiro de 2019. A receita teve crescimento mais expressivo: em 2019 ela foi de US$ 457 milhões e em 2010 atingiu a US$ 632 milhões, o que significa uma elevação nos preços obtidos de 38%. Na média de janeiro de 2019, o Brasil movimentou a carne bovina por US$ 3, 710 a tonelada enquanto que, na média de 2020 a movimentação foi de US$ 4,665 mil por tonelada.
A China continua no seu papel de maior cliente do Brasil, respondendo por 56,9% da movimentação total do país, e comprando 50% a mais que em janeiro de 2019. Foram para este destino as 53.506 toneladas comercializadas para o continente (+ 126%) e as 23. 811 toneladas via Hong Kong (- 13,7%) no total de 77.317 toneladas. No ano passado, no mesmo mês, as importações foram de 23.540 toneladas pelo continente e de 27.594 toneladas por Hong Kong, perfazendo 51.134 toneladas.
Entre os 20 maiores clientes do país, o Chile foi o segundo maior importador de janeiro, com 6.182 toneladas (-5,9%); o Egito o terceiro, com 5.408 toneladas (-61,8%); Rússia, com 4.942 toneladas ocupou a quarta posição (+ 57,8%). Em quinto lugar veio a Arábia Saudita, com 3.962 toneladas (+9,6%); na sexta posição vieram, os Emirados Árabes, com 3.673 toneladas ( -19,9%). Na sétima posição aparece Israel com 3.538 toneladas (comprando + 124,7% em 2020). No total movimentando, segundo a ABRAFRIGO, 48 países ampliaram suas aquisições do Brasil em 2020 enquanto que outros 59 diminuíram suas compras.
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