Café abre em direções opostas com mercado atento ao clima e ao ritmo da colheita no Brasil

Arábica avança 0,51% em Nova York, enquanto robusta recua 1,23% em Londres; mercado segue sustentado por oferta restrita e incertezas sobre a safra brasileira
Publicado em 22/07/2026 09:26

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As bolsas internacionais do café iniciaram os negócios desta quarta-feira (22) em direções opostas. Enquanto o arábica registra leve recuperação na Bolsa de Nova York, o robusta opera em queda em Londres, refletindo um mercado que segue bastante volátil e sensível às informações sobre oferta, clima e andamento da colheita no Brasil.

No início da manhã, na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica avançava 165 pontos, cotado a 323,75 cents/lbp. O vencimento dezembro/26 subia 145 pontos, negociado a 309,35 cents/lbp.

Na ICE Europe, o robusta operava em baixa. O contrato setembro/26 recuava US$ 47, para US$ 3.771 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdia US$ 43, cotado a US$ 3.756 por tonelada.

O mercado continua acompanhando de perto o avanço da colheita brasileira. Apesar da previsão de tempo mais seco favorecer os trabalhos no campo nos próximos dias, os atrasos acumulados nas últimas semanas ainda mantêm dúvidas sobre o volume disponível no curto prazo e, principalmente, sobre a qualidade de parte da produção de arábica.

Segundo analistas, o recente rali das cotações foi impulsionado pelos fundamentos de oferta, mas o mercado agora busca definir um novo equilíbrio. Mesmo com as oscilações diárias, os preços permanecem sustentados por um cenário de estoques globais apertados, comercialização cautelosa por parte dos produtores e incertezas climáticas para o próximo ciclo produtivo.

Na avaliação de especialistas, o movimento recente das bolsas mostra que o mercado já precificou parte das preocupações com a safra brasileira, mas ainda não há consenso sobre o real potencial produtivo da temporada 2026/27. Dessa forma, qualquer novidade envolvendo clima, ritmo da colheita ou qualidade dos grãos pode provocar novas oscilações nas cotações.

No mercado físico brasileiro, a expectativa é de continuidade dos negócios de forma seletiva. Produtores seguem adotando uma postura cautelosa nas vendas, enquanto compradores acompanham o avanço da colheita e a formação da oferta, em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade nas bolsas internacionais.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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