Café despenca nas bolsas e encerra sessão com perdas superiores a 4% em Nova York diante do avanço da colheita no Brasil
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Os preços do café fecharam esta quinta-feira (16) em forte queda nas bolsas internacionais. O mercado devolveu parte dos ganhos acumulados nas últimas semanas, pressionado pela valorização do dólar frente ao real, pelo avanço da colheita no Brasil e pelo movimento de realização de lucros dos investidores.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 encerrou cotado a 312,60 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1.415 pontos. O vencimento dezembro/26 fechou a 297,25 cents/lbp, baixa de 1.270 pontos.
Na ICE Europe, o movimento também foi de forte desvalorização. O contrato setembro/26 do café robusta terminou o pregão cotado a US$ 3.797 por tonelada, recuo de 114 pontos. O vencimento novembro/26 caiu 117 pontos, encerrando a US$ 3.747 por tonelada.
Segundo análise da Safras & Mercado, o mercado foi pressionado principalmente pela valorização do dólar frente ao real, que voltou a operar acima de R$ 5,09 nesta quinta-feira, reduzindo a atratividade das commodities negociadas em dólar e estimulando movimentos de realização de lucros por parte dos investidores. Além disso, o avanço da colheita brasileira reforçou a expectativa de maior oferta no curto prazo. O contrato setembro do arábica chegou ao menor nível em mais de uma semana durante o pregão.
Apesar da queda expressiva desta quinta-feira, os fundamentos do mercado seguem sendo acompanhados de perto. O ritmo da colheita brasileira continua avançando com o retorno do tempo seco em grande parte das regiões produtoras, mas agentes seguem atentos à qualidade dos grãos após os atrasos provocados pelas chuvas registradas em junho e no início de julho.
No mercado físico brasileiro, a comercialização tende a permanecer seletiva. Muitos produtores continuam negociando apenas volumes necessários, enquanto aguardam uma definição mais clara sobre o comportamento das cotações nas bolsas internacionais e do câmbio nas próximas semanas. A combinação entre oferta ainda limitada em algumas regiões, estoques reduzidos e incertezas climáticas mantém a volatilidade elevada no mercado internacional, mesmo diante da pressão exercida pelo avanço da safra brasileira.
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