Café amplia perdas nas bolsas com pressão técnica e cautela sobre a safra brasileira
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As cotações do café aprofundaram as perdas nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (16), ampliando o movimento de realização de lucros após a forte volatilidade registrada nas últimas semanas.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do arábica recuava 1.345 pontos, cotado a 313,30 cents de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro/26 perdia 1.215 pontos, negociado a 297,80 cents/lbp.
Na ICE Europe, o contrato setembro/26 do robusta registrava baixa de US$ 114, cotado a US$ 3.797 por tonelada, enquanto o contrato novembro/26 caía US$ 117, para US$ 3.747 por tonelada.
Apesar da correção desta sessão, o mercado continua sustentado por fundamentos ligados à oferta. As incertezas em torno da safra brasileira de 2026/27 seguem no radar dos investidores, especialmente diante do ritmo mais lento da colheita e das dúvidas sobre a qualidade dos grãos, fatores que vêm mantendo elevada a volatilidade das cotações.
Segundo avaliação do Cepea, os estoques globais permanecem restritos, fazendo com que qualquer atraso na entrada da safra brasileira ou sinais de redução na qualidade do café tenham impacto direto sobre a formação dos preços internacionais. Ao mesmo tempo, compradores e vendedores seguem adotando postura cautelosa, o que reduz o volume de negociações no mercado físico.
Outro ponto acompanhado pelo mercado é o Vietnã. De acordo com agentes consultados pela Reuters, os preços internos do café no país asiático avançaram nesta semana, mas os negócios continuam limitados pela baixa disponibilidade de oferta e pela cautela dos participantes do mercado, enquanto exportadores aguardam maior definição sobre a próxima safra e o comportamento das bolsas internacionais.
No Brasil, o avanço da colheita continua ocorrendo de forma gradual. Embora o clima mais seco favoreça os trabalhos no campo, persistem as preocupações quanto aos efeitos das chuvas registradas durante parte da colheita sobre a qualidade do café, fator que segue dando sustentação aos preços mesmo em dias de realização técnica nas bolsas.
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