Chuvas travam colheita no Brasil e café dispara mais de 7% em Nova York nesta 3ª feira

Atraso nos trabalhos de campo, preocupação com a qualidade da safra e atuação dos fundos impulsionam as cotações do arábica e do robusta nas bolsas internacionais
Publicado em 30/06/2026 12:04

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Os preços do café intensificaram a alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (30), com o mercado reagindo principalmente ao atraso da colheita brasileira provocado pelas chuvas nas principais regiões produtoras e à atuação dos fundos de investimento.

No decorrer do dia, o contrato setembro/26 do café arábica, negociado na ICE Futures US, avançava 1.730 pontos, cotado a 295,10 cents por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 1.775 pontos, negociado a 281,15 cents/lbp.

Na ICE Europe, em Londres, o robusta também ampliava os ganhos. O contrato setembro/26 avançava 119 pontos, para US$ 3.683 por tonelada. O vencimento julho/26 permanecia pressionado, com recuo de 56 pontos, cotado a US$ 3.761 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 125 pontos, negociado a US$ 3.635 por tonelada.

O principal fator de sustentação das cotações continua sendo o atraso da colheita brasileira. Com base em dados da Somar Meteorologia, Minas Gerais registrou 31,3 milímetros de chuva na semana encerrada em 28 de junho, volume quase vinte vezes superior à média histórica para o período. As precipitações interromperam os trabalhos no campo e levantaram preocupações quanto à qualidade dos grãos colhidos. 

Além da questão climática, o mercado também acompanha a movimentação dos fundos de investimento. Segundo análise de Jeremias Nascimento, publicada no Investing.com, parte da recente valorização está relacionada à recomposição de posições desses investidores, aumentando a volatilidade das cotações e intensificando os movimentos de alta. O analista ressalta, no entanto, que o comportamento dos fundos encontra respaldo em fundamentos do mercado, especialmente nas incertezas sobre a evolução da safra brasileira e nos riscos climáticos para os próximos meses. 

Embora a expectativa continue sendo de uma safra volumosa no Brasil, o mercado segue sensível a qualquer fator que possa reduzir a qualidade do café ou retardar a entrada da oferta, o que mantém as cotações sustentadas ao longo da sessão. 

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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