Café dispara no início da manhã com preocupação sobre colheita e qualidade da safra brasileira

Publicado em 18/06/2026 10:43 e atualizado em 18/06/2026 11:33
Chuvas em áreas produtoras e estoques globais apertados sustentam novas altas do arábica e do robusta nas bolsas internacionais

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O mercado do café iniciou os negócios desta quinta-feira (18) em forte alta nas bolsas internacionais, mantendo o movimento de valorização observado nos últimos dias diante das preocupações com o avanço da colheita brasileira, os impactos das chuvas sobre a qualidade dos grãos e os baixos estoques globais.

No início da manhã, o café arábica avançava na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US). O contrato julho/26 era negociado a 284,80 cents/lbp, com alta de 695 pontos. O setembro/26 subia 470 pontos, cotado a 276,60 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 avançava 390 pontos, para 267,05 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato julho/26 registrava ganho de 38 pontos, negociado a US$ 3.718 por tonelada. O setembro/26 avançava 42 pontos, para US$ 3.664 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 39 pontos, cotado a US$ 3.613 por tonelada.

O mercado segue atento às condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, as chuvas persistentes em áreas cafeeiras durante o período de colheita continuam gerando preocupação entre operadores e compradores, principalmente pelos possíveis impactos na qualidade dos grãos e pelo atraso na entrada do café novo no mercado.

Os estoques certificados de arábica da ICE também seguem como fator de sustentação. Dados mostram que os estoques caíram para 396.171 sacas, o menor patamar dos últimos anos e bem abaixo das 859.389 sacas registradas no mesmo período do ano passado. O cenário reforça a percepção de oferta apertada no curto prazo.

No mercado físico brasileiro, a comercialização continua ocorrendo de forma seletiva. De acordo com o Escritório Carvalhaes, o volume de negócios permanece abaixo do normalmente observado para esta época do ano, uma vez que muitos produtores ainda demonstram resistência em negociar seus lotes nos níveis atuais de preços.

No campo, as previsões da Climatempo indicam continuidade das chuvas em áreas do Espírito Santo, Zona da Mata mineira e parte do Rio de Janeiro até esta quinta-feira. Para as demais regiões produtoras do interior de Minas Gerais e de São Paulo, o tempo mais seco favorece o avanço da colheita. A partir de sexta-feira, uma nova frente fria deve provocar aumento das instabilidades, principalmente em São Paulo, mantendo a atenção do mercado voltada para o desenvolvimento dos trabalhos de campo.

Com a colheita ainda avançando de forma desigual entre as regiões produtoras, previsões de novas chuvas e estoques globais reduzidos, o mercado segue sensível a qualquer informação relacionada à oferta brasileira e à qualidade da safra 2026/27.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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