Clima e colheita ditam os rumos do café no início da semana; Nova Iorque sobe nesta 2ª
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O mercado do café iniciou a semana com comportamento misto nas bolsas internacionais. No início da manhã desta segunda-feira (15), os contratos do arábica operavam em leve alta em Nova Iorque, enquanto o robusta registrava ajustes negativos em Londres, em um ambiente ainda marcado pelo acompanhamento da colheita brasileira e das condições climáticas nas principais regiões produtoras..
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho/26 do café arábica era negociado a 257,90 cents de dólar por libra-peso, com ganho de 70 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, para 254,30 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 65 pontos, cotado a 247,10 cents/lb.
Em Londres, o robusta apresentava movimentação oposta. O contrato julho/26 recuava 23 pontos, para US$ 3.571 por tonelada. O setembro/26 perdia 16 pontos, negociado a US$ 3.509 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava baixa de 11 pontos, para US$ 3.441 por tonelada.
O mercado continua encontrando sustentação na preocupação com o clima durante o período de colheita no Brasil. Segundo análise de Marcelo Moreira, da Archer Consulting, embora o avanço da safra esteja aumentando a disponibilidade de café, os agentes seguem atentos às previsões meteorológicas para as próximas semanas, especialmente diante da chegada do inverno no Hemisfério Sul e dos riscos associados a eventuais episódios de frio mais intenso.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da colheita mantém a expectativa de maior oferta ao longo dos próximos meses. As estimativas mais recentes para a safra brasileira apontam uma produção robusta em 2026, mas o mercado ainda busca maior clareza sobre o rendimento efetivo dos grãos e a qualidade do café que está chegando aos armazéns.
Nas principais regiões produtoras, o clima mais seco observado nas últimas semanas tem favorecido os trabalhos de campo e a secagem dos grãos. Ainda assim, operadores seguem monitorando possíveis mudanças no padrão climático, fator que tradicionalmente aumenta a volatilidade das cotações nesta época do ano.
Com a colheita avançando e o clima permanecendo no radar, a tendência é de que o mercado continue reagindo rapidamente a novas informações sobre produtividade, qualidade da safra e potencial de oferta do Brasil, principal produtor e exportador mundial de café.
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