Café: mercado encerra o dia em baixa em Nova York e Londres

Publicado em 05/06/2026 17:22
Avanço da colheita no Brasil, estimativas de produção recorde e expectativa de maior oferta global mantiveram os contratos do arábica e do robusta pressionados nesta sexta-feira.

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O mercado do café fechou esta sexta-feira (5) com perdas moderadas nas bolsas internacionais. A pressão continua vindo do avanço da colheita no Brasil e das estimativas cada vez mais robustas para a oferta nacional nos próximos meses.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/26 do café arábica encerrou cotado a 246,70 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 65 pontos. O setembro/26 fechou a 242,45 centavos, recuo de 30 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou a sessão em 235,20 centavos, queda de 50 pontos.

Em Londres, o café robusta também registrou perdas. O contrato julho/26 fechou a US$ 3.316 por tonelada, baixa de 36 pontos. O setembro/26 encerrou a US$ 3.233 por tonelada, com recuo de 37 pontos, e o novembro/26 fechou a US$ 3.164 por tonelada, perda de 32 pontos.

O mercado segue ajustando posições diante do avanço da colheita brasileira. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os trabalhos de campo continuam evoluindo, ainda que em ritmo ligeiramente abaixo da média histórica em algumas regiões. Apesar disso, a expectativa permanece de uma safra volumosa, fator que amplia a percepção de oferta e limita movimentos de recuperação das cotações.

Outro fator acompanhado pelos operadores é a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima uma safra brasileira recorde de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, com crescimento da produção de arábica e avanço das exportações brasileiras. 

A valorização do dólar frente ao real deu suporte ao mercado, mas não foi suficiente para neutralizar a pressão exercida pelo avanço da colheita e pelas projeções de grande oferta de café no Brasil.

Apesar das baixas registradas nesta sessão, o mercado segue atento ao comportamento da colheita, ao ritmo das exportações e às condições climáticas para o desenvolvimento da próxima safra. Mesmo com projeções de produção elevada, agentes do setor continuam monitorando os estoques globais historicamente apertados e possíveis impactos climáticos sobre a safra 2026/27. 


 

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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